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* Consumista, eu?
Batido por Lu às
6:36 AM
![]() Amanhã tem uma mega festa por aqui e ontem eu fui às compras. E quando você percebe que todos os vendedores da loja já te conhecem... É porque tem alguma coisa errada. ... Ou não. Episódio 1 – Um amigo me contou que ganhou as entradas para o show do Roger Waters - mas não foi. A mulher dele não poderia acompanhá-lo e ele preferiu não ir também, apesar de ser fã do Pink Floyd.
Batido por Lu às
12:08 PM
Episódio 2 – Uma cena do filme Separados pelo Casamento: Ela reclama que só ela lava a louça e ele diz que ela nunca pediu para ele lavar. Aí ela diz que não queria ter que pedir para ele lavar, queria que ele lavasse porque ele queria – sem ela ter que exigir nada. Louca, eu? Não, não... Ainda não. Engana-se quem pensa que os dois casos nada têm a ver um com o outro. Têm tudo. Estão intimamente ligados, eu diria. Mulheres são assim. Nós queremos mesmo é que os homens vão na loja da esquina e comprem uma bola de cristal infalível – dessas que não erram nunca – só para eles saberem o que se passa na nossa cabeça. Porque, no fundo é isso que todas nós queremos: ser decifradas. Sem precisar explicar, detalhar, especificar. Cada desejo, cada vontade, cada sonho... É para serem lidos nas entrelinhas. Sem precisar daquela festa inútil de palavras. Bom mesmo é quando eles aprender a nos entender apenas pelo olhar. É pedir muito? ... Eu não sei. A mulher do meu amigo não pediu para ele não ir para o show. Aliás, eu – apesar de não conhecê-la – jamais a imagino pedindo “meu amor, não vá para o show...”, mesmo sabendo que ele é fã da ex-banda. A decisão foi dele. Porque ele a conhece. E porque ele foi sensível o bastante para ler nas entrelinhas - o que toda mulher gostaria que o amado fizesse. E, ou eu muito me engano, ou ela ficou felicíssima dele não ter querido ir porque ela não ia poder. Não tem nada a ver com posse, com egoísmo. Tem a ver com COMPANHEIRISMO. E não há nada que encante mais uma mulher que um amado companheiro, eu bem sei. Às vezes eu acho que o que falta mesmo nesses relacionamentos modernos é gente que esteja disposta a dar a mão, sabem. A não olhar só para o próprio umbigo. A não fazer só as próprias vontades.Felizes são os que aprenderam a olhar para o lado. Minha vontade é deitar ali e ali ficar ouvindo as minhas músicas e rindo com o vento.Minha vontade é que ele tire meus sapatinhos de boneca com calma e beije meus pés, afinal: pintei minhas unhas só por causa dele. Minha vontade é que ele me pergunte se quero um pouco de suco de pêssego e se eu gostaria de ver um dos seus filmes estirada nas grandes almofadas enquanto ele alisa meus longos cabelos até... Até eu pegar no sono. Eu só queria que ele esquecesse a agenda, os amigos, os compromissos todos. E aquela tarde durasse anos. * 18 meses * ...E a nossa história bem que poderia se transformar em um livro. Era uma vez um casal. Eles se conhecem e se apaixonam logo no primeiro capítulo. No segundo capítulo a PAIXÃO vira AMOR, mas não deixa de ser PAIXÃO. No terceiro o AMOR vira AMIZADE, mas não deixa de ser AMOR e PAIXÃO. E o livro termina no quarto capítulo quando eles passam a ser um só, mas não deixam de ser dois. Há 18 meses nós nos encontramos. Há 18 meses a felicidade mora conosco. Há 18 meses... Eu AMO você! Parabéns pra nós! =* A melhor parte da tristeza é a ale-gria. Pode parecer paradoxal, mas é verdade. As vezes a gente só dá valor a alegria depois de conhecer a tristeza. A Frida (Kahlo) sofria como uma condenada. E é dela uma das frases que eu mais gosto: "Nada vale mais que a risada!" Eu concordo. Ontem, eu senti uma ponta de alegria em meio aos dias tristes. Meus amigos, claro. Sempre eles. Uma ligação aqui, um recadinho ali, um e-mail acolá. E a força veio até do outro lado do oce-ano, via MSN. A amiga portuguesa mais doce que sabe falar as palavras exatas na hora certa. Minha Bella amiga, que me mandou ligar a qual-quer hora, o bronco-mais-querido-do-Mato-Grosso e a menina-Marina-mais-amada. Quatro amigos que se preocupam comigo de verdade e sem nenhum interesse menor - e sentir-se querida é um dos melhores antídotos contra qualquer mal. Hoje o dia ama-nheceu nublado... Mas a notícia boa é que eu olhei para o céu.
Batido por Lu às
5:05 AM
Eu acho que hoje o céu estava do azul que eu gosto. Só acho. Porque não vi direito. Há 72 horas eu não vejo as cores do meu dia e tudo parece meio cinza. Eu acabei de ler O Caçador de Pipas e me debulhei em lágrimas, claro. É lindo demais e eu recomendo. Agora, há poucos minutos, comecei a ler um livro que meu chefe me deu: A Arte da Gentileza, de Piero Ferrucci. Acho que é meio auto-ajuda (blergh!), mas vamos ver até onde eu agüento. A verdade é que eu ando emendando um livro no outro, direto, lendo incessantemente, incansavelmente. Deixo o pc de lado, a TV, o iPod, as conversas com meus pais, me tranco no quarto e vou ler. Como se por aqueles breves instantes eu pudesse me transportar para um outro tempo, um outro mundo, viver histórias que não são as minhas, me divertir, me comover e aprender com elas. É, as coisas não estão fáceis e eu ando triste. Cheia de perguntas e, pelo visto, as interrogações só devem se proliferar nos próximos dias. E tem hora que dói. Que o nó na garganta é ruim e eu choro. Outras horas, dá é raiva... Porque eu sou bem humana e não nego. É raiva, misturada com decepção, mágoa e um bocado de tristeza. E enquanto não passa – porque eu sou otimista sim, e EU SEI que passa! - eu sigo aqui buscando a serenidade para enfrentar os obstáculos da vida. Torçam por mim, crianças.
Batido por Lu às
4:37 PM
Tem dia que só mesmo doses cavalares de paciência para nos manter de pé.
Batido por Lu às
12:19 PM
Aí a gente conta até 10, até 100, até mil... E no meio de uma tarde de ócio nada criativo eu tive a certeza de que no dia que eu vir um quadro de Frida ao vivo e a cores, a poucos metros do meu rostinho, eu sei, tenho certeza!, vou cair em prantos. (...) Er... Bem... Contidos, claro. Contidos sempre. Mas prantos são sempre prantos! E eu sou mesmo do tipo que se emociona com tudo. Com a vida, com a morte, com o dia-a-dia, com a poesia, com a felicidade e, porque não, com arte. A arte, aliás, me emociona sempre. Disso eu já sei. Mais precisamente desde novembro de 2001, quando eu viajei 300km, de Natal para Recife, para ver a mostra de esculturas do (Auguste) Rodin, que eu sei. Aliás, eu lembro bem. Quando eu me deparei com O Beijo, parado ali, no meio de uma sala do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, a três palmos do meu nariz, lágrimas rolaram!Ai, meupai! Que besteira enorme eu estar escrevendo isso, aqui, agora, devem estar pensado vocês... E eu até concordo, sabem... Mas fazer o que se nada de interessante vem acontecendo nos meus dias para eu escrever por aqui. Tirando o fato de eu estar estressadinha, de uns colegas de trabalho estarem armando contra mim, dos nervos andarem a flor da pele, do meu pai e do meu chefe terem me recomendado fazer yoga e de eu estar me sentindo no próprio BBB, a vida anda calma calma. Tão calma que numa tarde de quinta-feira estava eu navegando pelo BoboTube e encontrei vídeos interessantíssimos. Tipo um que fala do reflexo da dor na arte de Frida. [ Tão bom que eu até listei nos meus favoritos no orkut - http://www.youtube.com/watch?v=_RzbuXrbMp8&eurl= ] Eu, que já escrevi milhares de textos citando a notável pintora mexicana, a sua dor, os seus quadros e o seu Diego, fiquei absorta. Por 7 minutos e 40 segundo, verdadeiramente absorta. O olho da mariadobairro aqui, claro, encheu de lágrima - especialmente do trecho em que ela se pergunta para quê pés se ela pode voar... E aí foi que imediatamente eu lembrei da primeira vez que tinha chorado diante de uma obra de arte. O Beijo, lembram? Pois é, e depois desse texto altamente inútil, bobo e piegas, creio que perderei os três leitores que ainda me restam nesse triste fim de carreira bloguística que eu, tal qual Romário, teimo em prorrogar. (Se pelo menos vascaína eu fosse.. Mas nem isso!) ] Aí depois da descoberta do vídeo, como não tinha nada para fazer mesmo, fui cascaviar mais e mais outras pérolas. Achei uma entrevista antológica da amada-idolatrada-salve-salve-Clarice (a Lispector). Em cinco partes e todas com os endereços devidamente salvos no meu perfil do orkut. Me deliciei com a minha escritora preferida falando ao vivo e cores, e segui. Entre bobagens e mais bobagens, achei também um dos meus trechos preferidos de Kill Bill, Futuros Amantes, músicas que tinham o cheiro da minha adolescência (como No Rain, Blind Melon), e doces babaquices do tipo. Amei, claro. Porque eu sou boba mesmo e assumo! 9E em certas tardes, fico mais boba ainda, é fato!) ... E agora penso cá com os meus botões: quanta besteira uma criatura desocupada pode escrever, meu pai! |
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Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
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Imagem :Gettyimages