http://www.makepovertyhistory.org
Friday, November 28, 2008

Mudança de hábito

(...)
- E vc vai embora quando, Lu?
- No sábado.
- Sábado da próóóóxima semana ou esse agora, depois de amanhã?
- Esse agora!
- Nããããoooooo acredito!!! E eu nunca mais vou te ver??
- Ai, nunca mais é muito tempo! Vc vai me ver quando for lá em Natal!
- Ah Lu... Mas assim não vale!
- Claro que vale! Hahahaha.
- E o que é que eu vou fazer quando der saudade e vontade de falar com você?... Vc tem MSN?
- Não.
- Não tem MSN?
- Não! Eu sou uma menina de vida real!

Beeeem melhor assim, cara pálida!!
Hihihihi.

Batido por Lu às 4:47 PM


Monday, November 24, 2008

Eu vim, fui, saí, voltei.
Descansei, aproveitei e retornei.
Ocupei a cabeça sim, mas há dias estava com uma daquelas febres de consumo.
Na verdade, era uma febre bem específica.


Saí de casa para ir numa joalheria que fica num shopping a uns 10 minutos daqui.
Eu estava procurando um pingente com a pombinha do Espírito Santo de ouro branco e muito delicadinho e já tinha ido em duas lojas e nada.
Uma amiga disse que nesse shopping, na joalheria tal, tinha. Fui.
Cheguei lá e não tinha, claro. Tinha um grandinho de ouro amarelo e um outro de ouro branco mega pesado, cravejado de brilhantes e ainda maiorzinho. Ou seja, quase 5 dígitos. Não, obrigada.
Voltei para casa decidida a ir num ourives mandar fazer, né. Quem manda melhor faz, como diria a minha avó.

Dois dias depois, ao voltar para casa depois de um super jantar, entro no meu quarto e me deparo com uma caixinha vermelha e um laço dourado lindo bem em cima da minha cama. Dentro dela uma outra caixinha, preta, de veludo e do tipo phynaaaa. Abri na hora.

E tava lá uma correntinha nova e o meu pingente do Espírito Santo.
Lindos, fofos, finos, delicados.

E nem era o dia do meu aniversário, oh!!


(Bom mesmo é ser queriiiiiiiiiiiiiiiida!!)

Batido por Lu às 5:40 PM


Thursday, November 13, 2008

Eu sou católica, fui criada numa família muito católica e lá na minha escola a freirinha sempre falava que é MUITO, MUITO FEIO uma mocinha falar que odeia alguma coisa. “Ódio é um sentimento muito feio!” Mesmo que se odeie por dois minutos, mesmo que se odeie só num impulso, mesmo que nem se odeie de fato. ODIAR é feio e deve ser abolido do nosso viver. Certo? Errado.

Anos depois eu percebo que eu não aboli nada – e odeio muita coisa sim. Mesmo que por dois minutos. Mesmo que eu nem odeie de fato. Mas vez por outra eu já to falando que odeio. Não é nem que eu odeie com todas as minhas forças – é só modo de falar mesmo. Eu gosto de brincar com o mundo de possibilidades existente em cada palavra. Mas exageros à parte, já estou cansada da cara de horror com as quais me deparo sempre que uso a expressão TENHO ÓDIO. Oras! Eu tenho, você tem e eu duvido que aquela senhorinha ajoelhada na frente do santo também não tenha.

Eu não sou só isso, eu não sou assim o tempo todo, eu não me baseio nisso. Mas, sim, eu odeio. E não me venham com hipocrisias porque não cola. Todo mundo odeia alguma coisa.

Eu odeio que esbarrem em mim.
Odeio que um desconhecido na balada venha me pegando, me puxando, pegando no meu cabelo, segurando minha cintura.
Odeio a pele de um desconhecido indesejado tocando na minha.
Odeio homens com camisetinhas justas.
Odeio motoqueiro.
Odeio pérolas falsas.
Odeio gente ingrata.
Odeio meninas burras que não sabem proferir uma única frase inteligente e se acham o máximo porque têm o cabelo mais caro da cidade.
Odeio homens que olham para mulheres como se admirassem um pedaço de carne pendurado no açougue.
E odeio mais ainda quando ele chama de “gostosa” cada uma que passa.
E se ele fizer aquela chupada pra dentro do tipo "hmmmmm delícia" já é algo que ultrapassa os limites do meu ódio.

Odeio bater o dedinho do pé na quina.
Odeio reggae.
Odeio maconha.
Odeio gente burra e gente mal educada.
Odeio pessoas que não sabem tomar sopa sem sonoridades.
Odeio quem ignora a necessidade do desodorante.
Odeio torrar no sol e ficar com cara de cortadora de cana.
Odeio flanelinhas.
Odeio menininhos que não sabem falar sobre nada além de som e acessórios de carro.
Eu odeio quem me acha forte e odeio mais ainda ter que parecer forte o tempo todo.

Quem me conhece também sabe que eu odeio telemarketing e odeio que me chamem de "senhora Luciana" duzentas vezes por minuto.
Odeio pessoas muito oleosas, muito peludas, muito suadas.
Odeio gente covarde.
Odeio aqueles bichos-grilos da universidade que acham que são melhores que todo mundo.
Odeio quem fala alto no restaurante.
Odeio quem fala e não faz.
Odeio que me olhem e que não me vejam.

Odeio quem diz "peguei" e aponta para a garota.
Odeio tudo que é falsificado e vendedores de DVD pirata que nos abordam nos bares eu odeio mais ainda.
Odeio o Shopping Via Direta.
Odeio motorista de alternativo.
Odeio o engarrafamento diário na Prudente.
Odeio homem que arrota.
Odeio com cada célula do meu corpo essas mulheres fáceis e vulgares que envergonham toda a espécie.
Odeio meninas caçadoras de garotos ricos e famosos.
Odeio aquele filme do David Lynch, que todo mundo diz que é bárbaro, mas que eu não entendi foi nada.
Odeio que me chamem de patricinha.
Mas também odeio que o pneu do meu carro fure.

Eu odeio mesmo. E digo com todas as letras.
Nesse mundo falsificado e artificial é feio dizer o que não gosta. A verdade não é bem vinda. Bonito é fingir uma coisa que não é, fingir estar feliz, fingir estar tudo bem quando o mundo ta desabando por dentro.
Eu prefiro falar. Prefiro odiar a viver uma vida sem gosto onde contenta-se com tudo e qualquer coisa.


Eu odeio quem tem medo da vida.
Eu odeio o óbvio.
Eu quero mais.


Batido por Lu às 7:10 PM



"Pode ir armando o coreto
e preparando aquele feijão preto
Eu tô voltando..."

Batido por Lu às 5:03 PM


Sunday, November 02, 2008

"I believe that everything happens for a reason.
People change so that you can learn to let go.
Things go wrong so that you can apprieciate them when they're right.
You believe lies so you eventually learn to trust no one but yourself, and sometimes good things fall apart so better things can fall together."


Marylin Monroe.


Batido por Lu às 8:13 AM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



Meu Profile no Orkut
Meu Fotolog

Acendedor de Lâmpadas
Anucha
Bolsa de Mulher
Boneca Inflável
Brinquedoteca
Clarice Lispector
Crico Felix
Doce Amargo
Eliade Pimentel
Fábulas de Tudo ou Qualquer Coisa
Girassol Noturno
Janelas da Cidade
Keidy Lee
Mil Coisas de Um...
Mulé Burra
O Castelo da Princesa
O Homem Sincero
Plim!
Poesia do Mundo
Política e Prazeres
Rainha de Copas
Srta. Cris



February 2007
March 2007
April 2007
May 2007
June 2007
July 2007
August 2007
September 2007
October 2007
November 2007
December 2007
January 2008
February 2008
March 2008
April 2008
May 2008
June 2008
July 2008
August 2008
September 2008
October 2008
November 2008
December 2008
January 2009
February 2009
March 2009
April 2009
May 2009
June 2009
July 2009
August 2009
September 2009
October 2009
November 2009
December 2009
January 2010
February 2010
March 2010
April 2010
May 2010
June 2010
July 2010
August 2010
September 2010
October 2010


Layout: Liannara
Hospedado: Blogger
Comentários:Haloscan
Imagem :Gettyimages