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Tuesday, April 29, 2008

Parque de diversões


Minhas amigas sabem tudo que eu gosto. E sempre que um parque de diversões chega na cidade elas correm para me chamar para ir. Uma delas diz direto que vai, que vai, que vai, mas na hora H fica só na auto-pista – porque ‘medrosa’ é eufemismo.

Aí falando nisso hoje me ocorreu que eu sou exatamente o contrário. Só gosto dos brinquedos mais perigosos. Gosto da emoção, de sentar naqueles bancos, sentir o vento bagunçar meus cabelos enquanto a adrenalina corre pelas minhas veias fazendo cócegas e transformando a vontade de gritar em algo no nível... Incontrolável.

E na conversa sobre o medo da amiga, eu disse logo: “Pois eu adoooro montanhas-russas!”. Mas ao acabar de pronunciar a frase fiz uma ressalva – mas só as dos parques de diversão, hein! Ruim é que nem sempre podemos escolher.

Sim porque na vida amorosa, quando menos esperamos, lá estamos nós. Sentadas na cadeira, sem cinto de segurança, prontas para um looping. Frio na barriga, embrulho no estômago, vontade de sumir. Aaaiiiiiiiiiiii, pára o mundo que eu quero descer!

Se analisarmos nossas reações, a vida de solteira é como um parque de diversão. Você acha que é brincadeira, que é brincadeira, e quando vê... Seu coração parou. Adrenalina na veia quando o telefone toca. E muitos potes de sorvete e ligações para as amigas se o mundo não dá sinal. Nessas horas, eu, você, a Ivete Sangalo e a princesa da Suécia, só ficamos olhando para o pobre do celular, como se telepaticamente ele pudesse compreender (e atender!) nossas preces.

Mas que nada! Nem um sinal. Ok, você deixa pra lá, pensa que foi melhor assim e fica de luto por um dia e meio por essa pessoa sem noção que não teve a decência de te ligar.

Aí o tempo passa. O telefone continua mudo, e-mails vêm e vão e você nem se lembra mais que tudo aconteceu há uma semana. Até que um dia... Pânico! E não é na TV, é na sua casa mesmo. Você atende o telefone e... Surprise, dear! Aqueeeela voz falando tudo o que você queria ouvir. Mentira. A voz fala oi e um monte de ecos, e você, pega de surpresa, tenta ser doce, divertida e inteligente – tudo ao mesmo tempo.

Você (que passa a não ter capacidade de discernimento) acha que este é o momento decisivo para pegar seu ingresso de volta e entrar de novo no jogo. Ok. Aí você desliga o telefone e começa a dar pulinhos ridículos. E canta musiquinhas bregas e fica feliz e compra uma blusa nova. Você também liga imediatamente para a melhor amiga para contar as novidades, marca salão para fazer as unhas do pé, da mão, fazer hidratação, escova e ficar linda.

Resumo da ópera? Você sonha com um possível beijo. Desce da montanha-russa e acha que entrou no “Mundo da Imaginação”. (Engano seu! Você não é a Xuxa.)

O dono daquela voz maravilhosa te leva para um Interprise tosco e te vira de cabeça pra baixo, sem direito a tomar fôlego. Mas você está brincando, não está? Então tá. No dia seguinte – ou dois, ou três, ou quatro dias depois - você manda uma mensagem doce (porque você é boba mesmo) e a pessoa não te responde. Como assim, bial? Você não acredita. Fica com pulgas e percevejos e carrapatos atrás da orelha, remexe seus pensamentos e, lá dentro, começa a tocar aquele CD o-que-foi-que-eu-fiz-de-errado ou o-que-foi-que-eu-falei-de-errado... Ah! Você falou demais. Você sempre fala demais! Claro que assustou a pobre-criatura que agora deve te achar uma louca.maluca.doida.perturbada.do.juízo.recém.saída.do.hospício de marca maior. Não, mas você foi mega discreta... Talvez seja isso! Talvez não. Talvez seja o seu shampoo que ele não gostou do cheiro. Será? É... Muita coisa para uma cabeça só especular.

Mas não importa, você fica arrasada assim mesmo. Você acha que existe uma conspiração contra meninas como você. Droga! Tinha tudo pra dar certo! Tudo! Claro que vocês nem se conheciam direito, mas havia alguma coisa no ar (não é assim que acontece?).

E depois disso você então radicaliza: abre um pote de sorvete. E come. Come, come e se lambuza. Come mais. Está gelada até a alma. Aí senta em frente ao computador, começa a achar sua barriga enorme e a escrever abobrinhas para ver se o tempo passa e sua decepção consome todo o sorvete ingerido. Você sempre soube que carrossel só pega bem em propaganda, lembra? Mas agora diz nunca mais! de novo e promete que se for pra pagar pra ver, vai preferir o Trem-Fantasma – pelo menos já sabe o que te espera.

Mas calma. Você não está louca. Você foi ao parque achando que era brincadeira e queria se divertir. Mas brincadeiras, meu bem, também têm seu preço. Só convém pensar se vale a pena correr o risco de novo?

Ou será que, em se tratando do coração, sempre acabamos embarcando numa montanha-russa, independente da nossa vontade??
...

Por essas e outras, crianças, que eu prefiro sempre os parques de diversão DE VERDADE. ;)



*


CONCLUSÕES
1 – Cansei de brincar.
2 - Nunca mais dou meu telefone pra ninguém.
3 – Se for pra pagar pra ver, prefiro o Trem-Fantasma. (Pelo menos já sei o que me espera.)
4 – Carrossel só pega bem em propaganda.
5 – Porque o telefone não toca??? Porque? Porque? Porque?
6 – Isso é totalmente ridículo. E engraçado. E deprimente.
7- A história é mais ou menos real, a espera é verdadeira e a grande quantidade de sorvete ingerida causa danos físicos irreversíveis, eu bem sei.

MAS...
8 – Nada é tão mal quanto parece. Se as emoções são turbulentas, pelo menos podem virar texto: Êêêê! (Já que escrever é a única coisa que – eu acho que – sei fazer na vida!)


Batido por Lu às 6:00 PM


Monday, April 28, 2008

Ok.
Eu vi Shine a Light duas vezes.
Jagger tem uma energia incrível.
Richards é a rock legend em pessoa.
Jack White (do White Stripes) é ótimo e a musica muito boa.
As imagens são perfeitas.
Scorcese é sempre Scorcese. Filmando os Stones ou o NX-0 (argh!).
A seleção musical é primorosa.
Mas...
(Sempre há um MAS!)

Eu ainda prefiro esses aqui.


Sem dúvida!
Batido por Lu às 1:25 PM


Sunday, April 27, 2008

Vai ser difícil, vai
Encontrar um amor como o seu, ai
Como dói
No meu peito
Seu gosto
É bem do jeito que eu gosto
Bem do jeito
Lamento...
Que é só mais um lamento entre tantos já feitos
Quisera desse jeito lembrar de outros tempos
Só pra matar um pouco a saudade
Mesmo assim querendo que você não ouça
Meu grito aqui de longe
Minha dor,
Meu lamento


[Céu]
Batido por Lu às 6:26 PM


Friday, April 25, 2008

Se perdem gestos,
cartas de amor,
malas,
parentes.

Se perdem vozes,
cidades,
países,
amigos.

Romances perdidos,
objetos perdidos,
histórias se perdem.

Se perde o que fomos e o que queríamos ser.
Se perde o momento.

Mas não existe perda,
Existe movimento.

Batido por Lu às 6:18 PM


Thursday, April 24, 2008

B.,

Sou eu quem te faz ver o invisível
Sou eu quem te faz crer no impossível
Sou eu quem te torna imortal
Sou eu quem multiplica o bem
Sou eu quem subtrai o mal
Sou eu quem eterniza um segundo
Sou eu quem movimenta o mundo
Sou eu que paraliso as horas
Quando vou embora
Sou multicor
Prazer e dor
Rima com
Tudo que for bom
Sou eu quem torna o outro teu igual
Sou eu teu singular sempre em plural
Sou eu a luz no teu escuro
Sou eu sempre a saída certa
Sou eu quem te faz mais seguro
Sou eu quem leve te liberta
Sou eu quem te mostra os sentidos
Sou eu quem sopra em teus ouvidos
A infalível diretriz
Pra te fazer feliz


[Marcelo Quintanilha]
Batido por Lu às 7:23 AM


Wednesday, April 16, 2008

Uma vez eu li um texto que dizia que os grandes conflitos dos seres humano são baseados em uma dualidade: amores e dores. Segundo o autor, a história de cada um não muda muito desse drama, que envolve sempre amores e dores, dores e amores – não existe um sem o outro. Porque no fim, como diz a filósofa panteísta Paola, tudo é só isso. Para mim, para você, para Paola, Andréia, Paulo, Carla, Juliana...
Eu não sei se eu concordei com ele ou não, mas fiquei pensando sobre o fato e as conseqüencias dele. E me ocorreu que a grande piada cósmica é que, por mais que tentemos calcular, nunca poderemos saber quando a última vez acontecerá.
O último beijo, o último abraço, o último filminho visto na cama, a última viagem, o último jantar no restaurante preferido, o último sábado chuvoso, o último olhar, enfim... A última vez que penetramos na alma da pessoa amada.
O fim pode perfeitamente topar com você numa manhã fria de quarta-feira, sem nenhum tipo de aviso prévio. Um e-mail, seco e claro. Ali está você, diante do inimaginável até bem pouco tempo atrás.
Hora de chorar, virar um farrapo, tentar se levantar, juntar os cacos e recomeçar.
E saber que, durante esse dolorido processo, é sempre possível contar com a bem-vinda gentileza de estranhos.
Dores, amores, dores, amores, dores, amores... Até o fim.
Batido por Lu às 3:03 PM


Saturday, April 12, 2008

Não me interprete assim, como se eu fosse tão simples. Não me julgue assim tão rápido, por favor. Não se feche, não se esconda de mim. Não por algo tão pequeno, tão bobo. Essa sou eu. Defeitos, qualidade, chatices, coisas legais... Posso mudar, mas não demais. Não tudo. Não sempre. Posso fazer concessões, mas não escolhas definitivas. Não ainda. Não agora. Porque não serei mais eu, entende? Não me ignore, não feche a porta, porque me afasta e me entristece essa falta de vontade de falar, de tentar, de dialogar. A gente conversou tanto sobre isso e agora você foge assim. E me julgando e achando coisas e definindo preferências e estabelecendo distâncias. Outras.
Não... Essa não sou eu. Essa é alguém que você acha que sou eu. Precisa se aproximar para tirar a dúvida. Estou aqui sentada, coração na mão. E nem é o meu. É aquele que você me deu para eu cuidar e que divide o travesseiro comigo todas as noites.
Batido por Lu às 1:37 PM


Thursday, April 10, 2008

** Poesia expressa na hora da pressa **

Passos
Pessoas
Construções
Cores
Luzes
Coisas
Lojas
Carros
Flores
Arte
Trecos
Alma
Bicicletas
Ônibus
Aviões
Placas
Punks
Bares
Máquinas
Barulho
Luzes
Leis
Multidões
Parques
Contas
Pontes
Cafeterias
Camelôs
Livros
Lembranças
Rios
Jornais...

TUDO
MUITO
UM POUCO
UM TANTO

(...)

FALTA VOCÊ.
Batido por Lu às 2:21 PM


Wednesday, April 09, 2008

Somos mesmo muito diferentes.
Mas gostaria de agradecer-lhe o que nossos vôos verticais causaram em meu espírito.

=*
Batido por Lu às 7:49 PM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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