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O furacão Katrina foi uma enorme tempestade tropical que atingiu parte do litoral sul dos Estados Unidos no final de agosto de 2005. Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos - especialmente na região metropolitana de Nova Orleans, onde mais de um milhão de pessoas precisaram ser evacuadas.
Batido por Lu às
9:55 AM
Alguns dos diques que protegiam a cidade não conseguiram conter as águas do Lago Pontchartrain, que afluiu município adentro, inundando mais de 80% da cidade. Cerca de 200 mil casas ficaram debaixo d'água e foram necessárias várias semanas para que a água pudesse ser totalmente bombeada para fora da cidade. ![]() Pois é... É isso que acontece quando um dique estoura. É uma tristeza só. Uma vez me falaram que mudanças nem sempre são ruins. E pra ir me acostumando com as mudanças, hoje fiz algo que nunca faço. Arrumar o armário. A tarefa é simples, mas a verdade é que eu sempre a delego à minha mãe - porque ela sim, sabe organizar tudo do jeito que eu gosto. Mas hoje foi diferente. Eu quis fazer. E lá fui eu rever fotos, papéis, reler antigas agendas. Jogar muita coisa fora. Passei o dia vendo o passado passar por mim - em livros, cheiros, diários, letras de música, naquele vestido que nunca mais usei. Eu estava linda naquela noite? Não importa. É preciso encaixotar também o coração. Separar as roupas. Os livros. Os cd's. Ouvir minha mãe dizer que nunca viu ninguém ter tanta maquiagem (e tanto livro e tantas sandálias!) Porque você ainda vai querer tudo isso? Não sei. Mas estou feliz. Nessas horas quero mais é lembrar do velho e bom ditado: vivendo e aprendendo. E eu estou. Aprendendo a não ter medo de mudar. E só hoje eu percebi isso claramente. O quanto tenho aprendido. Hoje joguei alguns sentimentos fora. Sombras. Batons. Sandálias. Aquele gosto amargo que não queria sair da minha boca. Dei quase metade das minhas minissaias, meia dúzia de blusas. Rasguei aquele pedaço de papel que ainda estava na minha carteira. Deixei o outro. Aonde eu fui parar? Exatamente dentro de mim. Descobri que tenho alguns defeitos terríveis. Algumas qualidades felizes. E que superei vários medos antigos. Mas hoje, enquanto arrumava o armário, me ocorreu que, na verdade, o único medo que me resta é o medo que tenho de mim. Do meu coração que me engole, da minha razão que me desobedece. Dessa mania exagerada que tenho de amar. Amanhã é segunda-feira e começa tudo de novo. Mas cada dia, cada semana é diferente. Muitas novidades, novos desafios, outros caminhos. Minha estrada de tijolos amarelos - que sigo na esperança de chegar a algum bom lugar um dia. Que deus esteja comigo. E as pessoas que eu amo também. Uma ótima semana a todos.
Batido por Lu às
12:38 PM
Hoje eu tô vontade de contar uma rápida história de ?amor?. Que não deu certo, claro. Caso contrário, eu não perderia meu tempo escrevendo, e agora mesmo estaria vivendo. Sem que eu esperasse, sem que eu planejasse, sem que eu quisesse, eu me apaixonei. Apaixonei-me sem saída, com força, vontade e dor. Sim, porque se apaixonar é como se expor ao sol quente do verão: na hora parece uma delícia, mas não demora até o estrago na pele sem proteção se fazer notar. Caí por um moço que fingia não perceber. E eu gostava dele um tanto tão grande que nem via mais nada, que nem via mais moço nenhum, que nem me via, a mim, tão ridícula e óbvia. Bastaram poucos meses. Ele me deu alguns beijos e eu fiz planos em cima dos silêncios dele. Aí lascou! ... Hoje a lembrança que tenho dessa história é estranha. Ele é quase como um personagem de comédia romântica para ser vista num fim de tarde. Mas ele não é um personagem. O moço existe e é bem real – com todas as idiossincrasias de um típico exemplar da raça masculina. De vez em quando ainda nos cruzamos, nos falamos, um cumprimento formal, de festa, e só. Ele diz que eu estou sumida e que está com saudade. Eu também. E não passa disso. É(?) melhor assim. Seria estranho vê-lo por perto novamente. Como se pudéssemos ser amigos, passear com o cachorro no fim de tarde ou ir tomar sorvete descompromissadamente. Como se eu esquecesse a sensação que tive quando o olhei pela primeira vez. Falante, brincalhão, inteligente. Jeito de moço certinho com uma pitada de confusão. Encanto à primeira vista. Foi aí que eu me perdi. E aquela conversa do início, que deveria ser rápida, meia hora talvez, se perdurou. Por horas, dias, semanas. Parecia que poderíamos conversar por anos. Ele falava e eu me encantava. Suas mãos me impressionavam e seus olhos me intimidavam. Eu não conseguia partir. Só queria ouvi-lo, ouvi-lo, tê-lo por perto, milhões de anos mais. Mas um dia eu percebi que nunca o teria. E, resignada, decidi esperar. Esperar até que a queimadura do sol passasse. Até que a dor sumisse. Até morrer de vontade de vestir o biquíni e correr para a praia novamente. Prometo que dessa vez fico na sombra, ponho chapéu, óculos e protetor solar 50. A não ser, é claro, que o mar esteja insuportavelmente convidativo. ![]() * Esse texto eu escrevi algumas semanas antes de conhecer o meu atual namorado. Ele me fez ter uma vontade incontrolável de vestir o biquini e correr para a praia novamente. Estou lá até hoje e o mar continua insuportavelmente convidativo! Uma vez eu escrevi, no meu primeiro blog, nos idos de 2001, sobre o meu péssimo hábito de errar sempre os mesmos erros.
Batido por Lu às
8:58 AM
Lembro muito bem do trecho: Você erra uma vez, erra duas, erra três, erra quatro... Aí na quinta vez, quando você pensa que vai acertar... Aí você erra de novo. Ó vida! Hoje, lendo isso, eu só consigo rir. Como são bobas as meninas de 20 anos! Uma grande amiga terminou com o namorado e só depois do fim percebeu que ele é um tipo babaca de marca maior. Digo babaca para ser bem educada com ele, porque aquele ali merece todo tipo de xingamento e ainda é pouco... (É isso mesmo! Mexeu com amiga minha, mexeu comigo!) E depois de rever todo o trágico fim de namoro dela, eu fui me recordar de um trágico fim que EU vivi há alguns anos. E o quanto aquele episódio me ensinou. Aprendi a me amar mais, a cuidar mais de mim, aprendi a sorrir e a ver a vida com mais leveza. (Aprendam também, meninas!) A minha mal fadada história de amor (?) me ensinou que a pessoa mais importante da minha vida SOU EU e que se dar em pedacinhos para alguém nunca é bom. E eu não estou falando de orgulho nem egocentrismo. Eu estou falando de amor-próprio. De lá para cá eu sou uma pessoa bem mais feliz. Muito muito mais feliz. Porque eu consegui, de fato, aprender com meus erros. E hoje, olhando para trás, eu consigo ter orgulho de mim. (E o gostinho é booom!) Pablo Neruda disse tudo! ![]() Cheguei em casa hoje e mainha foi me avisando... Seu pai comprou caqui pra você! E eu abri logo a geladeira. Estavam lá... Duas caixas com aquelas frutinhas laranjas brilhaaaando. Começou a temporada de caqui e painho, quando viu, tratou logo de comprar algumas caixas para matar a minha eterna sede da fruta – eu adoro! Os meus pais são assim... Desde que eu nasci não medem esforços para me me mimar e me ver feliz. E se, ainda assim, pelos mais diversos motivos, eu ainda estiver triste... É neles que eu encontro conforto, colo e o porto mais seguro desse mundo. Só eu e minha irmã sabemos o quanto eles batalharam - e por vezes até se sacrificaram - para fazer de nós pessoas íntegras. Dia desses eu escutei uma amiga reclamando que os pais não davam a mínima atenção para ela e seus problemas e eu só pude agradecer a deus por ter nascido na família que eu nasci... Eu sei que posso contar com eles para tudo. Por essas e outras que hoje, o meu maior medo, é de fazê-los chorar. Eu não suportaria a dor de, algum dia, decepcioná-los. Os meus pais são as coisas mais preciosas que eu tenho – pena eu nunca ter dito isso a eles. Ô coisinha tão bonitinha do pai Você vale ouro Todo o meu tesouro Tão formosa da cabeça aos pés Vou lhe amando, lhe adorando Digo mais uma vez Agradeço a deus porque lhe fez... * Painho vivia cantando essa música quando eu nasci. É uma lenda familiar já... Deu vontade de postá-la aqui hoje. |
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Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
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