http://www.makepovertyhistory.org
Thursday, January 28, 2010

Eu não sou bipolar, eu sei. Não mesmo! Mas quando eu leio essas coisas loucas que eu escrevo aqui, eu penso que eu sou no mínimo, e só um pouquinho, exagerada. Tudo bem que é tudo muito verdadeiro... Mas intensidade é o meu nome. Ok, eu estou/estava triste, mas a vida segue. Eu trabalho todos os dias, eu vou no salão, eu ouço as minhas músicas, saio com as minhas amigas e morro de rir. Não é um rio de lágrimas todas as horas da minha vida. Não mesmo. Aliás... Eu acho que até tenho lidado bem com pequenos pepinos que (re)aparecem de vez em quando. Amadurecimento. Essa é a palavra chave. Acho que eu estou bem no meio desse processozinho tão árduo mas tão extraordinariamente edificante. Porque eu me sinto mais tranquila, mais segura e até mais sábia para tomar todas as pequenas – e grandes – decisões do dia a dia. Na verdade, acho que, no geral, eu me sinto uma pessoa melhor. Com histórias para contar, sabem? Histórias cheias de sorrisos e de lágrimas – porque ambos são igualmente importantes –, mas, principalmente, histórias cheias de paixão. Porque só dá para viver assim: com muita paixão pela vida. Mesmo que essa paixão nos faça cair mil e uma vezes. Mas é a mesma que nos faz levantar e seguir em frente. Para cair de novo sim, mas cair sempre em buracos diferentes. Porque o amadurecimento faz com que já não erremos os mesmos erros, que nos fizeram chorar em anos passados. Uma amiga fez uma comparação muito linda. É como se, ao longo da vida, nós fossemos deixando as migalhas de pão pelo caminho. E essas mesmas migalhas nos fazem lembrar do caminho pelo qual seguimos e não nos deixam cometer os mesmos erros novamente. E aí, quando a gente percebe isso, vê o quanto é bom olhar para trás e pensar... É, esse erro eu já não cometo mais. E quando eu me junto com as minhas queridas, que passam por situações e fases parecidas com as minhas, a gente sempre acaba a noite rindo, rindo muito. Até dos problemas. E chegamos a conclusão de que importante mesmo é ter gente que nos ama por perto. Apesar dos nossos defeitos e de todos os problemas... Bom é saber que a gente tem com quem contar. E eu tenho. (Graças a Deus!)
Batido por Lu às 3:36 PM


Tuesday, January 26, 2010

“Amanhã eu fico triste, hoje não!”*

Acho que tem uma hora na vida que você tem que escolher. Se deixar cercar por gente grande, com a alma imensa, ou permitir que os medíocres façam a festa na sua vida e te transformem em mais um deles. E esses momentos de decisão estão escondidos na rotina, no dia-a-dia. Em pequenas decisões que você tem que tomar sem pensar muito. Às vezes a gente erra, outras vezes acerta e assim vai seguindo a vida.

Os meus amigos têm uma alma tão grande que eu confesso que, na maioria das vezes, sequer posso dimensionar. Porque eles aparecem quando eu mais preciso – e menos espero. Porque eu não tenho que gritar para que eles venham ao meu socorro. Eles sabem que quando eu estou mais calada, é exatamente quando eu mais estou precisando deles por perto. E foi assim durante as duas últimas semanas. Ele mora do outro lado do país, mas me ligou todo-santo-dia para saber como eu estava, para me fazer rir ou apenas para comentar algum assunto bobo do noticiário. Ela trabalha no jornal concorrente, mas todas as tardes eu via o nome dela piscando na janelinha laranja do MSN. E teve até aquela outra que eu jamais achei que pudesse se preocupar comigo... Mas se preocupou. E virou minha querida para todo o sempre.

Porque amizade tem muito a ver com querer ver o outro bem e ver o bem do outro. Mesmo que não seja dia de festa nem tenha nenhuma implicação na minha vida, eu quero ver os meus queridos sorrindo. Assim como eu sei que sou a querida de alguns – que sempre querem me ver sorrindo também. E essa preocupação se mostra nas pequenas atitudes. No telefonema no meio da tarde, no e-mail inesperado, no sorriso espontâneo. Nas horas de conversa que, embora não resulte em nenhuma conclusão concreta, sempre faz com que nos sintamos melhor. Mas essas pequenas doses diárias de sensibilidade, infelizmente, nem todos têm. Mas os que têm, me serão para sempre muito caros. Porque fazem a minha vida (muito) mais feliz.



*Poema deixado na parede de um dos dormitórios de crianças do campo de extermínio nazista de Auschwitz.
Batido por Lu às 11:30 AM



Receita da felicidade

Uma sexta a noite.
Um restaurante.
Cinco amigas reunidas.
Muito sushi.
Boas risadas.

Cheguei em casa às 5h da manhã, feliz por tê-las em minha vida.
Para quê melhor?
Batido por Lu às 10:27 AM


Tuesday, January 19, 2010

E mesmo que eu esteja fria
Ainda vou te aquecer.

E mesmo que teu coração não bata mais
O meu ainda vai bater por ti.

E mesmo que você esteja caindo
Vou estar lá para te segurar.

E mesmo que teus olhos estejam fechados
Você ainda terá os meus
Brilhando pelos teus.

Luciana Campos
Abril/06




Hoje eu vou sair com os meus amigos. Vamos sentar no bar da moda, rir até doer a barriga e experimentar caipiroskas de sabores exóticos. Não tem mais você para ficar do meu lado e fazer cara de tédio. Amanhã eu vou ao teatro ver um balé. Não tem mais você para me dizer que é um programa tosco e chato. Vou poder ouvir todos os meus CD's sem ter que escutar você falando que são músicas que dão preguiça. Não tem mais você com o seu video-game. Não tem mais você e seu iPod cheio de músicas eletrônicas. Não tem mais você testando o controle remoto a cada segundo para ver se ainda está funcionando. Hoje eu vou conseguir ouvir as minhas canções, vou ver The Rachel Zoe Project e gastar meu dinheiro com muitas bobagens femininas. Hoje eu vou poder comprar uma bolsa de quatro dígitos sem ter que te ouvir reclamar. Vou ter a bolsa. Mas não vou ter você. Porque você se foi e deixou esse buraco que nenhum outro amor no mundo vai conseguir ocupar.

Você se foi e, por alguma razão, eu me sinto vazia. Como o aquele espaço dentro de um cilindro. Oca. Vazia. E gente vazia é gente triste. Eu estou triste porque eu não tenho mais você. Mas ao mesmo tempo, eu estou feliz. Porque você me causa tanto tumulto, tanta incerteza, tanta dúvida... Que estar em paz também significa estar sem você. Mesmo que a saudade grite e a vontade de dizer SIM me tire o sono, uma noite sim e outra também.

Não tem mais você e as histórias da infância, o cinema no meio da semana, as pizzas na Cipó. Não tem mais você e todas as borboletas em festa no meu estômago. Não tem mais você e seus abraços que me faziam sorrir como só as pessoas que sentem muita paz conseguem. Mas não tem mais você. Nem a paz de quem procurou e achou. Não tem mais o seu travesseiro cheiroso. Um cheiro que acalma a busca. Um cheiro de quem transforma tudo em dança. De quem, um dia, só trouxe serenidade.

Se você pudesse me ver, se soubesse o estado que estou agora, você viria me abraçar porque tá doendo tanto, tanto que nem sei mais por onde começar. Eu não aguento mais começar. Queria tanto continuar. Não sei, não aguento, ainda não posso, mas queria continuar. Porque quando eu sinto AMOR sempre fico achando que posso distribuí-lo aos pouquinhos e continuamente, mesmo sabendo que é fatal. Eu sou uma sanfona de esperança e esse vai e volta me causa náuseas, embora eu sinta que preciso dele para sobreviver.

Me mata constatar como é ridículo eu ter ficado com saudade do jeito que você alisava o meu cabelo antes de eu dormir. Como é ridículo a saudade que ficou ser de coisas tão irremediavelmente corriqueiras, como ir para a missa no domingo com você ou passear de mãos dadas naquele parque cheio de orquídeas. Mas não tem mais parque, não tem mais missa, não tem mais orquídeas. Não tem mais você para segurar a minha mão, nem para me dizer que vai dar certo. Que vai dar certo porque estamos juntos. Não tem mais você.

E por mais que eu tenha querido não ter mais você, ainda dói pensar em tudo que poderia ter sido... Mas não foi.
Batido por Lu às 3:08 PM


Thursday, January 14, 2010

Ele me falou que eu atraio desequilibrados. E que desequilibrados sabem que uma pessoa como eu não se encontra em qualquer esquina, por isso querem ficar para sempre. E eu fiquei muda. Porque ele (ainda) tem o supremo poder de me deixar muda. Ele que não quer ser meu amigo, mas age como se fosse. Embora morra negando, ele o é. Como nenhum ex-sei-lá-o-que jamais ousou ser. E sempre me faz pensar. Porque foi por causa de uma conversa com ele que eu acendi a luz da minha vida e espantei toda a treva que me importunava. E agora mais essa. Dos desequilibrados. Tem gente que vai embora, mas deixa as palavras. Ressoando, ressoando... Até causar um barulho estremecedor. Ou o silêncio. E embora eu sempre diga e repita o quanto ele é e sempre será tão somente meu AMIGO, quando eu lembro dele só consigo mesmo pensar uma coisa: “é uma pena.”
Batido por Lu às 2:23 PM


Wednesday, January 13, 2010

Ok. Hoje é dia de enxugar as lágrimas e começar de novo. Do zero. De novo. Mas eu consegui uma vez, consigo novamente. Ele não se chama Diego e eu não sou a Frida. De Dalva eu não tenho nem o D. Então, vamos em frente. Meus cinco leitores já não aguentam mais tanta lamentação nessas páginas virtuais e eu vou parar por aqui. As alianças já podem ser queimadas no fogo do inferno.
Na verdade hoje eu até sorri. Gente, ontem eu tava querendo morrer e hoje eu até já sorri. É um progresso e tanto! Meus amigos me ajudam, o carinho dos meus pais e a minha fé em Deus também. Ele sabe o que faz. Ele sempre sabe.
Essa moça disse que eu faço um esforço muito grande para não errar, mas o fato é que somos todos imperfeitos e errar faz parte. Desejar o mal também. Não sempre. Só quando te machucam muito gravemente. E foi o que aconteceu. Desejei, passou, bola pra frente.
E eu vou viajar. Vou trocar de carro e comprar um apartamento para mim. E eu vou decorá-lo do jeitinho que eu quiser – com uma parede cheeeeia de capas de revistas de moda do mundo inteiro. Ontem eu quis morrer, mas hoje eu tô aqui sorrindo e com planos. Contando os dias para as minhas férias e minhas viagens. Contando os dias para o carnaval e para a próxima sessão da terapia. A vida segue e quem fica parada é poste.
Viu, Luciana?
Batido por Lu às 10:33 AM


Tuesday, January 12, 2010

Eu nunca tinha desejado a morte de ninguém.
Até ontem.


E doeu.
Batido por Lu às 8:40 AM


Monday, January 11, 2010

PUTAQUEPARIU!!
Eu não falo palavrão, mas hoje não dá para segurar. PU-TA-QUE-PA-RIIIIIIIUUU, viu!! Putaquepariu!
Eu faço as coisas do jeito certo, mas a droga da vida sempre faz o favor de me sacanear. Eu não tinha que passar por isso. Não tinha. Eu estava quieta no meu canto! Bem quietinha. Vivendo a minha vida do jeito que eu acho que tem que ser, sem importunar nem atrapalhar a paz de ninguém. Eu trabalho todos os dias, eu pago as minhas contas, eu paro no sinal vermelho. Eu tento ser o mais justa possível com os outros. Eu vou na igreja, rezo e tento sempre fazer o bem. Eu faço terapia para ser uma pessoa melhor, porra! E o que me sobra? Um monte de gente louca que tem como diversão preferida acabar com a minha paz. Me destruir. Me sabotar. Eu tô cansada disso. Can-sa-da. E o pior é que agora, às 20h da noite, depois de um dia punk de trabalho que até terremoto teve, só me ocorre que a única saída para essa agonia é o aeroporto. Ou então bater o carro no primeiro poste que eu encontrar pela frente e ir encontrar com os meus avós depois. Para ver se esse diabo de inferno astral do cão termina de uma vez. Putaquepariu, viu! Putaquepariu! Eu SEI que eu não sou má pessoa. Eu SEI que eu não desejo – nem faço – o mal para ninguém. Eu sei que eu não mereço dirigir vinte minutos chorando copiosamente de casa para o trabalho. Mas as pessoas teimam em fazer isso comigo. Deve ter uma placa pendurava no meu pescoço e visível só para os outros: SOU UMA IDIOTA. BOTE PARA LASCAR. ME FAÇA SOFRER BASTANTE. VAI! É FÁCIL. VOCÊ CONSEGUE. Só pode ter. Talvez se eu fosse diferente eu conseguisse ser mais feliz, né? Eu deveria era ser do mal. Tramar, mentir, enganar. Dispor dos sentimentos das pessoas como se eles fossem objetos de uma sala. Mera decoração. Sem vida, sem alma, sem depois. E dane-se você e você e você. Importante sou eu. E só. Deveria ser assim. Sem escrúpulos. Sem arrependimentos. Sem caráter. Talvez assim eu conseguisse ler a placa pendurada no pescoço das pessoas e sacaneá-las, enganá-las, mentir para elas também. Talvez assim eu fosse mais feliz. Porque putaquepariu, viu! Vá ser burra assim lá...
Batido por Lu às 3:19 PM



Bang bang, he shot me down
Bang bang, I hit the ground
Bang bang, that awful sound
Bang bang, my baby shot me down
(...)

Batido por Lu às 2:42 PM


Sunday, January 10, 2010

Estou num parque de diversões, em frente ao Enterprise - onde tantas vezes já brinquei.

A diferença é que antes eu não tinha medo.
Batido por Lu às 9:29 AM


Wednesday, January 06, 2010


Hoje é dia 6 de janeiro, feriado na minha cidade. Eu sou católica e domingo, na missa, o padre disse que hoje era o Dia da Festa da Epifania do Senhor. Eu já sabia, né. Estudei em colégio de freiras. Mas desde domingo que isso adquiriu um novo significado. Epifania é quando Deus se mostra presente.

E eu acho que neste exato momento, eu aqui na redação, de plantão, esperando uma repórter me entregar uma matéria, meu telefone tocou e eu vi que eu tô precisando muito de uma epifania na minha vida hoje. Pode ser amanhã também. Pode ser até depois. Mas TEM que ser antes de domingo. E que ela venha com um monte de respostas que eu tenho procurado desde o dia 24 de dezembro.

Gente, não é brincadeira. A minha cabeça tá doendo de tanto que eu penso e não consigo achar a respostas. A minha garganta tá doendo – e não é só porque está inflamada. É de tanto que eu rezo para encontrá-las.

Ontem quando ele olhou para mim já foi logo perguntando o que estava acontecendo. Ele não me via há meses, mas mesmo assim soube detectar aquela ruguinha insistente no meio da minha testa. Aquela ruguinha que eu tanto tentei esconder com o corretivo mágico que eu guardo na necessaire. Mas ele é meu melhor amigo e ele sabe quando algo me aflige. Ele sempre sabe.

E na hora que ele perguntou o que eu tinha eu senti a mesma coisa de quando o meu telefone tocou, há dois dias, eu disse alô e, do outro lado da linha, aquela amiga (quase) de infância perguntou o que tinha havido. Nos dois casos eu tive uma vontade enorme de me jogar nos braços deles e pedir colo. Porque eles me conhecem, me amam (do jeito que eu sou) e sempre me ajudaram a sair das piores enrascadas.

Na verdade, nesse caso, nem é uma enrascada. E eu também nem tô triste. Eu só estou confusa. Porque eu sempre soube o que fazer. Eu sempre soube o caminho certo. Eu sempre estive muito firme em meus posicionamentos. Menos agora. Porque eu só consigo sentir muito medo. De tudo. Do sim e do não. De parar e de caminhar. E antes que alguém me pergunte, isso nada tem a ver com a treva que senta ali do lado. É um assunto tão, tão, tão maior que qualquer treva perdeu completamente a importância.

Porque agora, eu sei, eu tenho luz na minha vida. Muita luz. Rezei, pedi e consegui. Agora falta a outra coisa. Falta a epifania. Com todas as respostas que eu procuro.

Continuarei rezando então. Até domingo. Pelo menos.

Que Deus me ajude.
(Porque creio que só ele mesmo poderia.)
Batido por Lu às 2:55 PM


Saturday, January 02, 2010

Batido por Lu às 7:04 AM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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