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Thursday, September 30, 2010

Passei nove anos lá e hoje deu uma saudade enorme de um monte de coisas. Das escadas e do labirinto que enfrentava todos os dias, dos colegas que falam alto e dos que quase não falam, de contar-tudo-pra-Peixoto, da tia do doce e das brincadeiras porque eu sempre como muitos, saudade dos adversários me zoando porque meu time perdeu mais uma vez... Saudade até do estresse que é fechamento de jornal numa sexta-feira à noite e dos dias em que só o coração bate. Semana que vem eu tô de volta e, penso eu, muito mais feliz. Por ter escolhido o lugar certo – mesmo que eu tenha tomado essa decisão aos 15 anos. Vou voltar para o convívio de gente que me viu crescer, que me conhece e sabe que eu não estou nessa a passeio e que o fato de eu ser vaidosa não me transforma em uma pessoa fútil. Ontem, eu, brincando, mandei a amiga perguntar ao chefe se ele ainda me queria de volta. E depois de eu saber que ele respondeu “de braços abertos”, eu sorri e fiquei aliviada. Confesso.
Batido por Lu às 6:52 AM


Monday, September 27, 2010

Deixei a água quente escorrer pelos meus cabelos, ombro e corpo inteiro. Por um longo tempo. Era madrugada e eu estava sozinha em casa. Um banho sempre melhora as coisas. Nada de grave aconteceu. Mas quando uma pessoa te dá um big susto, é natural ficar meio sem chão no momento seguinte. Fiquei. Mas passou. Eu sou uma menina esperta. Aí lembrei de uma frase que, em um outro momento da minha vida, eu vivia repetindo para mim mesma: Vamos dar importância ao que tem importância. Então é isso. E só.
Batido por Lu às 11:05 AM


Saturday, September 25, 2010

Eu amo meus amigos, minha profissão, minha família e alisado no cabelo. E quem me conhece, mesmo que só por essas barras de rolagem do blog, sabe disso tudo. Sabe que eu amo carnaval, que eu acredito em amor para sempre e que eu quero ter gêmeos. Acompanha as minhas aventuras – e desventuras – de um jeito muito real. Porque eu não sou sempre legal, inteligente e divertida não. Eu choro, sofro e sou uma chata. A diferença é que eu escrevo. Algumas pessoas saem para encher a cara, outras xingam deus e o mundo e falam palavrão aos quatro ventos. Eu escrevo. Porque eu já nem me lembro mais há quanto tempo comecei com isso, mas a verdade é que depois que eu decidi publicar o que eu sentia – lá pelos meados de 2001 – parece que tudo toma uma outra proporção. É incrivelmente bom reler o que escrevi aqui há alguns anos. Os momentos de felicidade me fazem sorrir de novo e os de tristeza - por mais paradoxal que possa parecer - também! Porque passaram e sempre deixaram muitos ensinamentos. É muito legal ver o meu amadurecimento, sabe. Ver que uma coisa que fazia tanta diferença antes, já não me aborrece tanto ou não me diz mais nada. Acho que é dessa sensação que falam as pessoas mais velhas. A gente começa a se preocupar menos com tudo e mais com uma única coisa: ser feliz. E quando há vontade, a partir daí, começa a tornar a vida mais leve. Claro que seria melhor se só houvessem os momentos bons, de alegria e cheios de gente querida por perto. Mas mesmo os percalços nos levam para algum lugar. Hoje eu estou muito bem. Verdadeiramente bem. E nem me lembro o tanto que eu já chorei e me lamentei por aqui – porque aquilo tudo já não importa mais, não interessa, não aborrece. E eu tenho tanto a agradecer que às vezes dá até um medinho do quanto Deus tem sido bom comigo. E compartilhar todos esses momentos aqui no blog não deixa de ser uma rotina na minha vida. Às vezes escrevendo pouco, outras escrevendo loucamente, mas eu aprendi a contar tudo por aqui. E perceber que pessoas que eu nem conheço também se acostumaram a acompanhar isso que eu chamo de minha história, gostar e torcer por mim é meio louco sim, mas incrivelmente estimulante também. Eu estava decidida a fechar esse blog e passar a escrever um diário. De mim para mim mesma. Mas alguns comentários e ligações de gente muito querida me fizeram repensar. E adiar o fim. Nem que seja por mais algum tempo. Enquanto eu continuar não magoando ninguém com as palavras aqui escritas. Porque quando isso acontecer, e o magoado me for realmente caro, eu pararei. Até lá, sigo escrevendo. E vivendo. Vivendo, escrevendo e amando. Como sempre foi.
Batido por Lu às 11:10 AM


Sunday, September 19, 2010

Abra a janela agora, deixa que o sol te veja

Eu sei que pode parecer um enorme clichê, mas a verdade é que acima de nós existe alguém que controla tudo. Eu chamo de Deus, mas você pode chamar do que quiser – porque tenho certeza de que estamos falando da mesma força. Eu acredito que é Ele que move as peças do grande quebra-cabeça da vida e aos pouquinhos vai fazendo com que cada peça se encaixe aqui ou ali. E as pecinhas vão aparecendo na sua mão não na hora que você quer que elas apareçam, mas na hora que Ele julgar ser o momento exato. E aos poucos tudo vai se encaixando, tudo vai fazendo sentido. E eu acredito tanto que a gente só colhe nessa vida o que plantou lá atrás! E se, por alguma razão, estou sofrendo, eu evito colocar a culpa nos outros ou na injustiça da vida e revejo quais foram as minhas escolhas, quais foram os caminhos que eu tomei e que me levaram àquele estágio. Não é simples, mas é uma tarefa diária de amadurecimento e aprendizado – só é preciso estar-se disposta a. Porque só assim a gente vai dando valor a cada peça nova do imenso quebra-cabeça que Deus vai fazendo aparecer na nossa mão. Hoje, eu podia estar aqui lamentando o fim do grande amor, mas não. Apareceu uma pecinha nova na minha mão que se encaixou perfeitamente naquele lugar que estava vago há tempos. E neste mesmo momento, Deus me fez ver com acontecimentos deveras concretos que o grande amor não era o definitivo. E agora eu tenho sorrido e sido feliz como há muito não acontecia. Ontem foi uma noite de amigos, música, cerveja, risadas e declarações inesperadas. Eu voltei para casa leve, feliz e sem nenhuma culpa. Eu devo merecer... Devo merecer.
Batido por Lu às 1:08 PM


Saturday, September 18, 2010

"And in her eyes you see nothing,
No sign of love behind the tears cried for no one,
A love that should have lasted years."

For no one, The Beatles
Batido por Lu às 9:50 AM



A ladeira

Uma vez, há algum tempo, eu desci uma ladeira com toda a velocidade que meu carro podia alcançar. 160km/h – 180km/h – 200km/h E lá embaixo, eu quase me dei mal. O carro derrapou, quase bateu e o estrago ia ser feio. Mas Deus, claro, me ajudou. E por obra e graça dEle mesmo, eu me salvei. Agora, estou diante não da mesma ladeira, mas de uma muito parecida. Ladeira alta e íngreme. Mentirei se eu disser que não me impressionou. Eu tô louca para descer e sentir o vento no meu rosto e o frio na barriga de novo. Mas eu tô com medo. Eu e medo – duas palavrinhas que nunca combinaram muito. Mas as coisas mudam e a verdade é que tá rolando um receio sim. A ladeira está lá. E a vontade de acelerar é grande. Mas eu me contenho. O susto da primeira vez me faz pensar mil vezes se devo ou não me jogar. Nem eu sabia o quanto aquele gesto de acelerar e me jogar poderia fazer diferença para o resto da minha vida. Mas tem feito. É fato.
Batido por Lu às 8:43 AM


Thursday, September 16, 2010

A saudade e o alívio

Uma vez o Carpinejar disse que "deixou de amar quando ele insulta e ela não fica mais ofendida". E quando eu li isso entendi muita coisa. Entendi que não era amadurecimento, não era calma, não era sabedoria. Era apenas falta de amor. Ou pelo menos o amor romântico que, um dia, ambos sentiram. Não existia mais aquele sentimento que nutriram por tanto, tanto tempo. E por alguma razão eles se sentiram vazios. E tentaram, tentaram a todo custo, recomeçar. Retomar do ponto onde haviam parado. Mas a vida segue, o rio corre, e o Lulu estava certo quando disse que nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia. E naquele domingo, ela percebeu e tomou uma decisão. Não te amo mais. Simples assim. Não te amo mais. E pode parecer fácil não amar, mas não é. Não é fácil não amar a pessoa que mais te conhece, que mais te entende, que percebe os seus silêncios e entende a sua respiração. Não é fácil olhar para quem você ama – como irmão – e dizer que não o ama mais – como amor. Mas a verdade é que não amar, nesse caso, implica em dizer também não te amo mais porque você não soube merecer esse amor. E eu me livro da culpa. Porque eu amei o quanto pude e mais do que pude. Mas acabou. Não te amo mais.
Hoje faz exatamente cinco anos daquele primeiro beijo e como disse o meu professor mais sábio, a quem hoje eu chamo de colega de trabalho, hoje é dia do conflito entre a saudade e o alívio. E nesse conflito, a verdade é que o segundo saiu vencedor.
Batido por Lu às 7:58 AM


Tuesday, September 14, 2010

Tenho pensado em fechar o conteúdo desse blog.
Algumas pessoas não entendem bem o que está escrito.
E eu não quero desapontar ninguém.
Faço o que?
Batido por Lu às 11:47 AM


Friday, September 10, 2010

Ontem, no meio da tarde, estávamos eu e ele, na sorveteria preferida, tomando sorvete de fruta e conversando potoca. Não sei por que lembrei daquele texto do Caio. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me um certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. Eu não procurei, eu nem queria. Mas ali, em meio a beijos com gosto de seriguela e mãos dadas, eu percebi que as coisas realmente acontecem quando menos se espera. Também foi o Caio que disse ser preciso “estar distraído e não esperando absolutamente nada”, não foi? Sim, ele sabe das coisas.
Batido por Lu às 10:57 AM


Thursday, September 09, 2010

Então é isso. Um capítulo terminou e outro começa. E o fim já era tão previsto, que nem causou tantos danos. Segunda-feira foi dia de começar de novo e eu vesti o meu vestido preferido das ultimas semanas, fiz a maquiagem mais elaborada e o deixei esperar por cinco minutos, na porta da minha casa. Porque é assim que tem que ser. Ganhei flores e um livro. Ouvi Beatles, sorri e ganhei muitos beijos. Tudo muito romântico. Tudo do jeitinho que tem que ser. Porque as vezes é bom mesmo abraçar as surpresas que a vida coloca bem no meio do nosso caminho.
Batido por Lu às 7:02 AM


Monday, September 06, 2010

Ontem, na missa, enquanto eu estava ajoelhada, agradeci a Deus. Um ciclo se fechou. Foi preciso algum sofrimento, outros desapontamentos e poucas lágrimas. Mas o capitulo tão bonito acabou. A certeza que ele, de fato, havia sido concluído, chegou. E chegou na hora que tinha que chegar. Foi elaborada ao longo de meses de terapia e conversa com os queridos. Meses de pensamentos e avaliações que, como eu sempre soube, culminariam com a retirada de um peso das minhas costas. E a segunda-feira começou feliz. Com o sol brilhando e o céu do azul que eu gosto. Um brinde às surpresas dessa vida.
Batido por Lu às 12:31 PM



Sei que Deus mora em mim
como sua melhor casa.
Sou sua paisagem,
sua retorta alquímica
e para sua alegria
seus dois olhos.
Mas esta letra é minha.

Adélia Prado
Batido por Lu às 12:16 PM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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