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Sunday, December 28, 2008

Nosso Estranho Amor.


(...)
Não importa com quem você se deite
Que você se deleite seja com quem for
Apenas te peço que aceite
O meu estranho amor.


O livro se chama A Segunda Vez Que Te Conheci. Marcelo Rubens Paiva é o autor e eu ganhei de presente de natal um dia antes de ele viajar. 22 de dezembro de 2008. A despeito de todas as ocupações típicas de final de ano, li em três dias.

Doeu.

Amor. Histórias. Lembranças. Separação. Brigas. Amor. Abraços. Sorvetes. Redação. Colegas. Tempo. Amor. Raiva. Queixas. Viagens. Companheirismo. Amigos. Festas. Carinho. Jornalismo. Problemas. Amor. Intrigas. Competição. Dinheiro. Sono. Beijos. Segredos. Amor. Baby. O fim.

Doeu.

Você diz que me ama e me compra jóias. Imperecíveis como o seu tão propagado sentimento. Mas beijos, abraços, calores, você dá a outra. Estranho amor esse.


(...)
Oh mainha
Deixe o ciúme chegar
Deixe o ciúme passar
E sigamos, juntos


Estranha a forma como você não consegue me deixar seguir a minha estrada em paz. Estranha a forma como você não aceita a sua vida sem mim. Mas mais estranha ainda é a forma como você também não me aceita de uma vez por todas na sua vida. Eu com as minhas regras, com o meu dedo apontado, com as minhas críticas todas. Eu com as minhas palavras doces, com a minha segurança, cumplicidade e companheirismo. Defeitos e virtudes que fazem de mim essa pessoa real e imperfeita pela qual você diz ter amor. Mas um amor insuficiente para te fazer largar a inércia do comum, do óbvio, do fácil. Eu sou difícil, eu sou complexa, eu sou assustadora. E mesmo assim fomos muito felizes um dia.


(...)
Se corpo combina com o meu jeito
Nós dois fomos feitos muito pra nós dois


E agora essa pergunta. Essas interrogações que me sufocam e me tiram a leveza dos dias ensolarados do verão. O não saber e, por vezes, o não querer saber que consomem. Tiram o brilho. Trazem pesos desnecessários. O tempo não traz as respostas e eu sigo aguardando um milagre caído do céu bem no meu colo.

Sim, nós nos amamos.
Mas nunca, nunca mais vai dar certo de novo.
AMOR só não basta.


(...)
Não me diga
Nunca
Não.


É só uma história.
Ninguém vai morrer por causa disso*.











* Romance.
Batido por Lu às 9:17 PM


Tuesday, December 23, 2008

Caro 2008,


Eu confesso que estou ansiosa, sabe.
Muito, muito, muito ansiosa.
Terrivelmente ansiosa.
Estou comendo as minhas dez unhas vermelhas de tanta ansiedade.

Sim, eu estou louca para que seu irmão mais novo - 2009 - chegue logo porque eu não agüento mais você.

Eu sou sincera e não vou mentir para ser educada: que BOM que você está indo embora! Que BOM que você está com os dias contados. Que BOM que o fim se aproxima.
E sabe porque? Porque quando eu penso em você só consigo me lembrar da quantidade de coisas ruins, lágrimas e sofrimentos que você me trouxe. Quando eu penso em você, a única coisa boa que me vem a mente hoje é que vc já está perto de acabar. Porque você foi, nessa minha vida muito bem aproveitada, um ano para esquecer.

De você, 2008, eu me despeço com esse gosto de ressaca mal curada, sabe. De quem já teve anos maravilhosos, íncríveis, inesquecíveis, mas que neste teve que se contentar com metade, com o meia-boca, com o que não é tanto nem tão pouco.

Mas agora eu quero esquecer os percalços, os problemas, as lágrimas. Não quero nem ouvir falar do piano que eu carreguei por meses e meses e que só agora estou conseguindo tirar das costas. Vou esquecer a angústia, o choro, a tristeza. Quero lembrar de coisas boas e leves. Que o meu melhor amigo chega hoje, que a minha família está em paz e com saúde, mais tarde tem sushi em ótima companhia, que eu arrumei alguém para cuidar bem do meu coração - literalmente! hahaha -, que o meu vestido de amanhã é um mimo e o vendedor disse que eu fiquei uma boneca, que tem ceia, rabanada e família reunida... E, o mais importante de tudo: Que o Papai Noel vai mesmo trazer o que eu pedi. Ho ho ho.

E eu sou superlativa, exagerada, intensa. Eu gosto de tudo muito, grande, imenso. 100%.
Odiei você, 2008. Aninho medíocre. Ainda bem que já está indo embora.
E não há de voltar nunca mais.



"Bendito quem inventou o belo troque do calendário,
Pois o bom da segunda-feira,
Do dia primeiro de cada mês
E de cada ano novo
É que nos dão a impressão de que a vida não continua,
Mas recomeça."

Mário Quintana
Batido por Lu às 6:18 AM


Monday, December 22, 2008

DIÁLOGOS.

(...)
- Espero que o Papai Noel traga o que você pediu!
- Se vc couber no saco!!

Hahahahaha.
Batido por Lu às 5:47 PM


Monday, December 15, 2008

A festa de comemoração do primeiro dia do resto da minha vida. Hahahahahaha.














Brincadeira.
Foi a festa de confraternização da agência de comunicação onde eu (também) trabalho.
Numa praia linda, com uma lua linda, pessoas lindas e animadas...
Perfeitaaaaaa.
Adoro meus amigos!
=D
Batido por Lu às 5:59 PM


Saturday, December 13, 2008

O primeiro dia do resto da minha vida.

Hoje é 13 de dezembro e ontem foi o meu aniversário.
Entre beijos e abraços, sorrisos e presentes, eu decidi que hoje ia ser diferente.
Hoje, 13 de dezembro de 2008.
É o primeiro dia do resto da minha vida.

A partir de hoje, eu vou querer - e fazer por onde - ser uma pessoa melhor. Melhor para os outros e melhor para mim mesma.
Eu vou deixar o que passou no passado e (re) aprender a olhar para frente. Sem pesar, apenas com esperança. Mas não aquela esperança estéril, acomodada, de quem aguarda um milagre vindo do céu. Mas uma esperança com cores de ATITUDE. Essa sim, faz as coisas acontecerem.

A partir de hoje eu vou querer ser mais paciente e mais compreesiva com os erros dos outros. Lamentar por eles, mas não julgar quem os comete. E seguir em frente, apesar de.

Ontem foi o meu aniversário e eu decidi deixar com a idade velha tudo que pesava na minha vida. Toda a tristeza, todo desapontamento, tudo que não faz bem para o coração. Comprei uma bela caixa de lápis de cor e o que era preto-e-branco vai ficar colorido. Não do dia para a noite, mas o trabalho de dar cor aos traços há de espalhar alegria por onde eu andar.

Hoje eu vou começar a rezar de uma forma diferente. Não vou pedir para que os problemas se afastem da minha vida. Eu quero que Deus me dê sempre muita força e coragem para acordar todos os dias e enfrentar os desafios que a vida me coloca e nem sempre são fáceis. Mas que minha esperança não seja abalada e que os sonhos permaneçam de pé.

Eu quero que os meus ombros sirvam de apoio, que as minhas palavras e os meus silêncios possam ajudar quem precisa e que eu possa perfumar o ar com o cheiro dos sentimentos bons. Que os meus olhos vejam coisas inesquecíveis, fotografem momentos ímpares e brilhem com a luz de quem não tem nada a temer.

Hoje, dia seguinte ao meu aniversário, faço votos ainda de que Deus seja sempre meu referencial em todos os momentos e que a minha fé continue firme, ainda que muitas vezes eu possa vir a me sentir cansada.

E sempre que as coisas estiverem caminhando para ser o que elas eram antes... Eu vou ler esse texto.
E lembrar que eu decidi que hoje, dia 13 de dezembro de 2008, é o primeiro dia do resto da minha vida.
Batido por Lu às 4:56 AM


Wednesday, December 10, 2008

“Eu escrevo como se fosse
para salvar a vida de alguém.
Provavelmente a minha própria vida”
Clarice Lispector.


Ontem ELA me chamou de escritora.
ELA é uma leitora do blog. Mais velha, casada, mãe de duas filhas. Cheia de experiência e alegria de viver.
ELA que eu nunca vi, nunca abracei, nunca olhei no olho, mas que mesmo assim já é uma querida. Uma querida que eu só “conheci” graças a esse espaço virtual.
ELA é daquelas pessoinhas que parecem estar por dentro de tudo que tá acontecendo na sua vida (mesmo a quilômetros de distância) porque tem sempre a palavra certa na hora exata.
E te apóia e te dar força e te faz sentir importante mesmo em dias cansativos, com os pés cheios de calos, gripada e com dor de garganta.
Amigo não é mais que isso.

E eu, que já tenho uma certa experiência nesse mundo virtual – afinal são seis-anos-quase-sete escrevendo blogs – juro que até já tinha esquecido como é que é essa sensação.
No tempo que eu era mais assídua e os blogs pessoais bombavam, o meu era destaque no antigo weblogger e eu tinha milhares de leitores, muitos acessos diários, gente que eu conhecia e muito mais gente que eu sequer sabia que existia. Tinha de tudo. Tinha menininha, mulherzinha, papai-de-menininha, namoradinho, pretê, primo, parente, amigos, colegas de trabalho. Tinha médico, dentista, professor, sindicalista. Tinha até um argentino! Gente do bem, gente do mal, gente que me adicionava no msn, gente que comentava diariamente, que escrevia semanalmente, gente que não escrevia nunca mas eu sabia que lia sempre. Enfim. Era uma diversidade grande e com eles eu fui também exercitando a minha capacidade de lidar com as diferenças – e aprender a tratar todo mundo igual.
Os trabalhos foram ocupando meu tempo, as prioridades tornaram-se outras, o blog foi ficando meio abandonado... Fechei, reabri, fechei de novo, reabri de novo, passo meses sem escrever mas nunca parei por completo. Porque dessa época eu tenho algumas das minhas mais doces lembranças. Gente que gostava de mim não pelo que eu estava fazendo, com quem eu estava andando, pela roupa da moda que eu estava usando ou pelo lugar que eu estava freqüentando. Gente que gostava de mim pelo que eu era de verdade, pelo que eu escrevia, pelos acontecimentos tolos ou relevantes da minha vida. Enfim, pelo que eu pensava do mundo, das pessoas e das coisas. Pelo que eu sentia. Gente que nunca me viu mas que me mandava presentinhos, que me ligava no dia do aniversário, que falava que rezava por mim ou que torcia pela minha felicidade. E não tem gosto melhor do que saber que a pessoa que está dizendo isso está sendo completamente sincera.

Eu não sou nerd e não tenho nenhuma vergonha de dizer que há alguns bons anos eu tenho dezenas de conhecidos e alguns amigos (de verdade!) que apareceram na minha vida por causa da minha página pessoal. E ontem, quando ELA me chamou de escritora (coisa que eu não sou) eu percebi o quão maravilhoso é que as pessoas leiam o que você escreve da forma mais despretensiosa possível. Tinha esquecido o quão boa era a sensação de saber que uma pessoa lá do outro lado do mundo, com uma realidade totalmente diferente da sua, lê, se identifica, chora ou sorri com o que você escreve, com o que se passa na sua vida – por mais tolo e simples que seja esse mosaico do dia-a-dia.

Sim, eu nasci para escrever e até hoje acho que é a única coisa que eu sei fazer na vida. Ou melhor, a única coisa que eu estou aprendendo a fazer na vida. E quando as pessoas te reconhecem pelo que você se propõe a fazer... É sempre um presente.




* Post piegas. Eu sei. Mas é que nesses dias pré-aniversário o inferno-astral chega com tudo, de mala e cuia, para dentro do peito da gente. E eu, que já sou, fico mais mais mais boba ainda.

** O post de hoje vai pro Gui. Com um beijo beeeem enorme. E também pra ELA. Minha querida Sel!!

Batido por Lu às 6:10 AM


Monday, December 08, 2008


Frases de um Carnatal histórico*.


- Ainda beeeem que eu não bebo!!

- Eu já tô invisível, ameeeaaga**!

- Ai meu calo!

- Pó-pará-cum-pó, pó-pará-cum-pó-aê... Viu né, amiga? Hahahahaha.

- Ai, papai. Meu caaaaaaaaaalo!!

- Pode beijar, amiga. Não vou te chamar de fura-olho não, prometo!

- Eita, o vendedor levou o meu troco! Hahahahahaha.

- Cadê seu copo, amiga?
- Pffffffffffffff. Hahahahahahahaha

- Esse povo que cai no bloco é pééééééssimo!

- Amiga, você caiu!
- Caí não. É mentira sua!!


- Amiga, você beijou fulano.
- Eu não. Beijei não. É mentira sua.

- Vc tá bem? Quer dormir aqui não?
- Tô ótima! Vou emboooora.
- É mentira sua!!

- Amanhã eu trabaaaaaaaalho de 7h, hein.

- Te quiero!

- Use os cabelos para trás da orelha, para realçar o seu rosto.
- Kkkkkkkkkkkkkkkkk.

- Eu viajei XXX quilômetros só para te encontrar aqui.
- ...
- Você é a mulher da minha vida!
- An ham. Sei.

- Ui!

- Ainda beeeeem que eu não bebo!!

(...)


*Post sujeito a muitas e muitas e várias edições - a medida que a memória for deixando.
** Invisível = Quando vc não tá vendo ninguém e pensa que ninguém está vendo você.


Batido por Lu às 8:40 AM


Monday, December 01, 2008

Querido Papai Noel,

Este ano eu fui uma boa menina. E fiz tudo que o Papai do Céu mandou. É bem verdade que uma vez – ou foram duas, ou três... – eu troquei os pés pelas mãos e acabei chorando no meu quarto. Mas no geral, o senhor sabe que eu não sou, de todo, má.

Eu até quis, sabe Papai Noel. Lá pelos meados do ano eu até quis ser uma menina bem má. Mas eu não consegui. Eu emprestei os meus brinquedos mesmo para os colegas que já quebraram alguns. Até os meus preferidos foram entregues, sem medo. Porque minha mãe me ensinou que as pessoas podem aprender com os erros e nunca mais quebrarem o brinquedo alheio – mesmo que já o tenham feito muitas e muitas vezes. É preciso acreditar. E eu sempre acreditei. E emprestei. Porque mesmo que eles quebrassem... Sempre haverá um natal para eu pedir novos brinquedos para o senhor, bom velhinho.

E este ano, querido Papai Noel, o meu presente é diferente de todos os outros anos. Eu não quero Barbie’s, eu não quero jogos, nem maquiagens-mini ou roupinhas da estação. Eu também não quero aquela sandália da propaganda – que é rosa e vem com uma bolsinha. Eu não quero o bebê que chora, nem um poodle novinho. Eu só quero shdgeoa sbsg hsaid hdis alsdjhsh.

Eu sei que não é um presente fácil de se encontrar, Papai Noel. Mas eu também sei que o senhor vai se esforçar. E procurar por toda a Lapônia, toda a Europa, todo o hemistério Norte e lado Ocidental do mundo. E se o senhor, não achar, eu sei que não vai desisir. Vai em busca do meu presente no Sul, no Oriente, nos cinco oceanos, em toda a Terra e até fora dela, se preciso for. Eu confio no senhor – o bom velhinho sempre vem, não é mesmo? E eu sei que só começarei o ano com o meu shdgeoa sbsg hsaid hdis alsdjhsh nas mãos.

Então, Papai Noel, para finalizar eu só posso reforçar o meu pedido. Atende-me! Traz o meu presente. Vou colocar a meia na lareira e esperar chegar o dia 25 para acordar e me alegrar com o presente tão esperado. Porque eu sei que o senhor não há de esquecer as boas meninas como eu.
Não é?



Com amor,

Lu.


Batido por Lu às 4:23 PM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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