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Thursday, January 31, 2008


CARTA PARA UMA AMIGA PRÓXIMA.


Minha querida N.,

Ah se pudéssemos implorar, não é? Seria uma ótima solução - e acho que ninguém se importaria. Implorar. De joelho, no milho, em espinho, agachada, com o cofrinho aparecendo. Uma loucura qualquer, se ajudasse, tenho certeza que você, eu, ela e a princesa da Suécia faríamos com o maior prazer. Chorar? Se desse resultado, tenho certeza, acabaríamos com a seca de qualquer estado, de qualquer espírito. Mas amor não se pede.

Imagine só...

- Ei, seu tonto, será que você não pode me olhar com olhos de devoção porque eu estou aqui quase esmagada com sua presença?

Não, não dá pra dizer isso.

- Ei, seu besta, será que você pode me abraçar como se estivéssemos caindo de uma ponte porque eu estou aqui sem chão com sua presença?

Não, você não pode dizer isso.

- Ei, monstro do lixo, será que você pode me beijar como um beijo de final de filme porque eu estou aqui sem saliva, sem ar, sem vida com a sua presença?

Definitivamente, não, é melhor não.

Amor não se pede, é uma pena. É uma pena corrermos com pulinhos enganados de felicidade e levarmos uma rasteira. É uma pena termos o coração inchado de amar sozinha, olhos inchados de amar sozinha, um semblante altista de quem constrói cinco mil sonhos, sozinha. Mas você não pode - ok, eu sei que dá vontade, mas... - não dá pra ligar pro moço e dizer: Ei, tô sofrendo aqui, vamos parar com essa estupidez de não me amar e vir logo resolver meu problema? Só que amor, meu bem, não se pede. Dá raiva, eu sei, mas é verdade.

Raiva dele ter tirado o gosto do sorvete que você amava tanto. Raiva dele fazer você comer cinco litros de sorvete seguidos pra ver se, em algum momento, o gosto volta. Raiva dele ter tirado as cores bonitas do mundo, a felicidade imensa em ver crianças sorrindo, a graça na bobeira de um cachorro querendo brincar. Ele roubou sua leveza e, por alguma razão, você está vazia. É... Eu sei como é.

Mas não dá, nem de brincadeira, pra você ligar pro cara e dizer: Ei, a vida é curta pra sofrer, volta, volta, volta. Porque amor, minha amiga, não se pede - é triste, eu sei bem. Assim como são tristes as manhãs que prometem mais um dia sem ele, são tristes as noites que cumprem a promessa. É triste respirar sem sentir aquele cheiro que invade e você não olha de lado, aquele cheiro que acalma a busca. Aquele cheiro que dá vontade de ficar abraçado para o resto da vida. É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz. Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo arremedos de frases soprantes para as amigas via MSN.

É triste sentir que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer, implorar. É triste lembrar como você ria com ele.

Mas amor, você sabe, amor não se pede.
Amor se declara. E sabe de uma coisa?
Ele sabe, ele sabe.

Batido por Lu às 4:30 AM


Tuesday, January 29, 2008

Naquele ano, eu decidi que queria ganhar A Casa da Barbie. O brinquedo mais sonhado por todas as meninas da escola tinha que vir parar no meu quarto. Recorri aos meus pais, claro. E eu lembro bem dessa época – eles faziam todos os meus gostos. Meus e da minha irmã. Praticamente todos os meses lá estávamos nós nas Lojas Americanas, do Centro da Cidade, escolhendo um brinquedo novo. Quase sempre saía de lá com a mais nova Barbie do mercado. Mas também teve a fase dos jogos - Jogo da Vida, Cara a Cara, Imagem e Ação, tantos... Mas um dia eu escolhi A Casa da Barbie. E coloquei na cabeça que ela tinha que ser minha. Falei pra minha mãe. E ganhei o primeiro NÃO de muitos que ainda viriam na minha vida. Esse mês não, minha filha. Estamos tendo muitos gastos. Mas mais pra frente a gente compra. Mais pra frente? Uma criança de oito anos jamais entende o que é “mais pra frente”. Fiz birra, fiz drama, relatei a “crueldade” para as minhas tias, fiz tudo que uma menina mimada faria. Mas não ganhei a tal casa. Naquele mês, não sem derramar muitas lágrimas, me contentei com um outro brinquedo qualquer. Mas não esqueci do sonho. E quase todos os dias eu perguntava para minha mãe quando ela iria comprar A Casa. O tempo foi passando e chegou o final do ano. Mês de novembro, boletim azul, passei por média, natal e aniversário se aproximando e em um belo domingo recebo a notícia. No mês que vem vamos comprar a sua Casa da Barbie. Vai ser seu presente de aniversário. Obaaa!! E eu não me contive de feliz. Pulei, gritei, cantei e os cobri de beijos e abraços. Ô felicidade. E a partir daquele dia passei a contar as horas para chegar o dia 12 de dezembro. Todos os dias eu sonhava com aquela casa. Como minha vida seria mais feliz depois dela, meu deus! Todas as minhas barbie’s agora teriam um lugar para dormir e eu seria a garota mais realizada do mundo. Pensei na decoração, imaginei os espaços, os móveis, o elevador. Tudo. E só falava nisso. Eu até sonhava com isso! Todos os dias, todas as noites, todas as horas. E chegou o dia 11. Nós vamos sair para comprar seu presente hoje. Você quer ir com a gente? Claro! Ah como eu me lembro daquele dia. Me arrumei meticulosamente. Um vestidinho jeans com uma maça bordada no bolso, sandália melissa, cabelos longos, franjinha, com brochinhos nas laterais, e um sorriso insistente. Não parei quieta no banco do carro e os meus pais não conseguiam não sorrir vendo aquela alegria toda. Ele estacionou e seguimos a pé, a caminho da loja. Eu entre os dois, segurando na esquerda a mão dela e na direita a mão dele. Mais saltitante que um canguru alegre. E entramos na loja. Corredores e corredores depois, chego na sessão das Barbie’s. E procuro. Procuro, procuro... Cadê a Casa da Barbie? Painho, eu não tô achando. Ficava aqui. É. Ficava. Aí ele chamou a vendedora.

- Moça, onde está a Casa da Barbie?

- Acabou. Acabou ontem.

...

Captaram? Essa é a receita para deixar uma criança triste. Dê esperança. Faça com que ela crie expectativas. Mostre todo o lado bom de uma determinada possibilidade. E na hora H... Diga que... Não, não é bem assim.
Batido por Lu às 4:02 PM



"Chorar por tudo que se perdeu. Por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser. Pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe. Pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo.
Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém. Recuso todos os toques e ignoro as tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela - como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."
Caio Fernando Abreu.
Batido por Lu às 3:45 AM


Sunday, January 27, 2008

- Sabe aquele brilho no meu olho que você viu ontem? Continua aqui. Mas dessa vez não é felicidade não. São lágrimas mesmo.

Quando será que vai parar? Quando será que eu vou deixar de ser vítima de mim mesma? Eu preciso me causar menos danos. Eu preciso me causar menos nós. Eu preciso RACIONALIZAR meu coração. E rápido!!
Eu preciso controlar meus desejos. Eu preciso desejar somente o que me faz bem. Eu preciso deixar de querer ver a minha verdade estampada na sua cara bonita e pensar: é você que eu quero pra mim. Eu preciso parar de querer!
Mas que diabos você faz comigo? Que paraíso é você comigo? Que droga é essa que me faz acordar todo dia e querer te ver, sorrindo pra mim, em letras? To-do-di-a. Eu tenho perdido noites e dias e horas e intervalos tentando descobrir o que eu vou fazer se eu olhar bem dentro dos seus olhos e não me vir. Porque se você olhar dentro dos meus com toda a certeza vai se ver refletido.
Você me acha louca, que sente demais, que fala demais, que ama demais. E ouve de mim coisas que jamais pensou ouvir de uma pessoa em sã consciência. Mas eu te entendo. Eu juro que eu te entendo. Porque eu sou isso tudo mesmo. Eu não tenho medo de gostar de você como naquela canção do Legião - que diz que é como se não houvesse amanhã. Eu gosto das pessoas pelo prazer de gostar e não porque deu tempo de gostar delas. E quando eu falo isso ninguém entende nada. E todo mundo se assusta. E você também se assustou, óbvio!
...

E quando faltam palavras, sempre se pode recorrer ao Caio.
"Te escrevo, enfim, me ocorre agora, porque nem você nem eu somos descartáveis."

Então porque você não vem logo e larga esse medo em alguma esquina vazia?
Batido por Lu às 5:54 PM


Thursday, January 24, 2008

Todo dia eu faço tudo sempre igual.
Eu acordo às 7h, eu me arrumo, eu tomo suco de laranja, eu pego meu carro e pego sempre o mesmo caminho até o jornal.
Eu dou bom dia para o flanelinha, dou bom dia para o vendedor de coco verde que fica na esquina, dou bom dia para o vigia e subo as escadas todas. Mais ‘bom dia’s para os repórteres que já estejam por lá e para o contínuo.
Guardo as chaves do mesmo jeitinho, tiro o celular da bolsa e coloco no mesmo cantinho, ligo o computador, vou ler os jornais, distribuo as pautas, sorrio, brinco, tiro as dúvidas deles e sigo trabalhando.
Todo dia tudo sempre igual.

E hoje não teve nenhuma novidade.
Eu não ganhei na mega-sena, eu não fui promovida, meu salário não triplicou, eu não comprei (mais uma) roupa nova, eu não vou viajar amanhã...
Mas sabem F-E-L-I-C-I-D-A-D-E? Pois é! Mais ou menos o que eu sinto agora.

Pela terceira vez um estagiário aqui do jornal me pergunta se eu já não pensei em ser professora. [Explicando: os estudantes chegam, acompanham os repórteres, escrevem as matérias e depois eu vou lê-las para dar uns toques sobre textos jornalísticos e isso e aquilo.] E eu acho o máximo saber que eles gostam do meu jeito de explicar algo.

E pensando nisso, de repente, me ocorreu que deve ser um verdadeiro inferno na terra trabalhar com uma coisa que não se gosta. Porque eu amo o que faço, eu sou feliz, eu me divirto, eu adoro meus colegas – e digo sempre que eles não têm chefe porque quem tem chefe é índio! – e tenho vontade de aprender, aprender, aprender e fazer cada vez melhor. A mesma coisa que eu já faço há tantos anos.

Porque felicidade é assim. A vida não precisa estar perfeita para saber que ela existe. A gente não precisa de grandes acontecimentos para ter certeza que ela não é papo de escritor. Porque ela mora mesmo é nas pequenas coisas. Como aquele passeio no Arpoador sábado passado. E depois, no carro, abrir a janela só pra sentir o vento no meu rosto jogando todos os fios do cabelo cada vez mais longo no rosto com cheiro de protetor solar. O Rio é lindo de todos os ângulos, mas em especial naquele que eu vi sábado. E eu não vou esquecer.

Nessas horas é que eu tenho mais que certeza que eu não preciso de muito. Só mesmo de um pouco de sensibilidade para ver a poesia no dia-a-dia. Em uma quinta-feira chata de uma semana sem graça. Como hoje.
Batido por Lu às 1:46 PM


Wednesday, January 23, 2008

Meu coração é meu guia.

Meu instrumento é a palavra.

Minha inspiração é você.

Batido por Lu às 6:21 PM


Tuesday, January 22, 2008

Estou há horas no MSN e sobe a plaquinha de você entrando. Paro tudo que estou fazendo e repito em mantra: eu não gosto dele, eu não gosto dele, eu não gosto dele.

Tenho 26 anos e acho que consegui estragar todos os meus relacionamentos simplesmente porque gostei demais das pessoas. Dessa vez quero acertar, por isso combinei comigo que, apesar de estar morrendo por você, eu NÃO gosto de você.

Espero você vir falar comigo. Um, dois, três, dez segundos. Meu coração dispara, mas eu mando ele parar. Estraguei todos os meus relacionamentos de tanto que meu coração dispara. Dessa vez quero acertar, dessa vez quero que alguém fique comigo sem temer esse coração que me engole. Cansei de ser sempre aquela garota certinha, bonitinha, perfeitinha... Mas que sente demais, fala demais, ama demais.

Chega. Dessa vez vou acertar. Não vou chorar na sua frente porque acho um absurdo uma criança na rua e a TPM veio louca dessa vez, também não vou acordar pra te olhar dormir no meio da noite, nem beijar seu rosto com ternura, nem gostar de você como naquela canção do Legião - que diz que é como se não houvesse amanhã. Eu gosto das pessoas pelo prazer de gostar e não porque deu tempo de gostar delas. E ninguém entende nada. E todo mundo se assusta. Mas prometo ser uma menina normal dessa vez.

Você não sabe por que eu não respondo seus emails há dois dias. Eu te conto que é porque estava muito muito ocupada. Minhas amigas sempre usam essa desculpa. Eu era a insana que mal lia um email e já respondia quase simultaneamente. Ou pior: eu era a insana que escrevia as barbaridades e mandava por email.

Mas dessa vez tô ignorando as mensagens. Mesmo que a caixa de entrada fique aberta o dia todo esperando um email seu. Mas você jamais vai saber disso.

E jamais vai saber mesmo, sabe por quê? Porque você é o primeiro homem do mundo que não sabe que eu escrevo sobre a minha vida. Que não sabe da existência desse blog. Chega. Todos os homens morrem de medo disso. E eu não agüento mais essa cantoria velha e covarde. Você é diferente, mas eu não to afim de arriscar não. Chega.

Você me salvou. Eu não agüentava mais pensar nos mesmos caras que eram sempre os mesmos caras. Com as mesmas roupas, com os mesmos assuntos, andando com os mesmos amigos. Você é novinho em folha e eu sou louca por você. Mas tudo isso eu não te conto pra você não achar que eu sou louca. Chega. Dessa vez vou fazer tudo certo.

Já perdi a conta do quanto a gente já conversou e apesar de eu me encantar com os seus olhos, com as suas palavras, com a sua inteligência e esse charme blasé de quem sabe o que quer... Eu nunca te elogiei. Eu quero eternizar o seu sorriso lindo – mas eu nunca falei dele pra você. Nem falei do seu cheirinho bom. Que é o cheiro de uma nova vida que eu estava precisando tanto. Não quero falar que te adoro principalmente porque eu já nem sabia mais como era adorar alguém novinho em folha antes de você aparecer. Não, eu não vou sonhar com você. Chega de sonhar com passeios de mãos dadas. Dessa vez vou fazer tudo direito. Chega.

E você nem sonha que eu sou meio ciumenta, bem chata, quero ser mãe e acredito no amor da minha vida. Acredito no amor pra sempre. Acredito em alma gêmea. Você nem sonha com essas coisas porque só conversamos coisas leves e engraçadas. E alguns assuntos cabeça também pra eu poder saber o quão inteligente você é.

Chega de ser a mocinha intensa. Que escreve. Que ama até virar do avesso. Não. Chega.

Eu corro pro espelho e repito cem vezes que EU NÃO GOSTO DE VOCÊ. Não gosto de você. Não gosto de você.

Porque se eu gostar de você, eu sei que você vai embora. Pra mais longe ainda. E eu simplesmente não agüento mais ninguém indo embora. Porque nesse mundo maluco só se dá bem quem ignora completamente a brevidade da vida e brinca de não estar nem aí para o amor. E eu preciso me dar bem e por isso ignoro minha urgência pelo seu beijo, pelo seu toque. Porque, se você sentir urgência em mim, vai é correr urgente daqui. Chega. Estou morrendo de vontade de ser eu, mas ser eu só tem me feito perder e perder. E eu quero ganhar. Só dessa vez. Chega.

Mas eu quero me dar de bandeja pra você. Dizer com todas as letras: A-P-A-I-X-O-N-A-D-A! Boba. Louca por você. E dentro de mim uma voz diz: vai Lu, fala. Se abre. Revela. Vive um dia e já está bom. Mas não. Depois eu demoro semanas pra me levantar porque fui intensa e vivi um dia. Não agüento mais nada disso. Por isso, dessa vez, eu não vou gostar de você. Tchau. Digo que vou sair do MSN porque estou cansada e trabalhei muito. Você jura que eu não estou nem aí pra você. Melhor assim. Dessa vez quero fazer tudo certo.

Chega de fazer tudo errado.

Aí eu fico off line e olho aquele bonequinho verde do lado do seu nome. Três segundos e você também sai. A minha vontade é te ligar, pra contar o quanto gosto de você. E te pedir em namoro. E me declarar. Falar palavras lindas, frases perfeitas, poéticas, sensíveis. Mas não! Eu sou uma mocinha. E mocinhas só se declaram depois de um mês de namoro. Ou depois que o garoto fala que gosta delas. Dessa vez vai ser assim. Chega.

E se você não desistir mesmo com todo esse teatro que eu estou fazendo... Vai ser a prova de que eu precisava pra saber que você realmente vale a pena.

Batido por Lu às 4:52 AM


Wednesday, January 16, 2008

I know the truth awaits me
But still I hesitate because of fear


(Belle&Sebastian)
Batido por Lu às 1:02 PM


Tuesday, January 15, 2008

Seria muito clichê da minha parte dizer que o mundo se resume a um grande quebra-cabeças de cinco mil peças?
Seria.
Mas eu digo assim mesmo.

Não consigo imaginar uma metáfora melhor para expressar o que a minha vida é. Um quebra-cabeça enorme. E a melhor hora do jogo é aquela em que - no meio do caos do dia-a-dia - você encaixa a peça certa e sente que tudo se acerta. Porque escolhas são difíceis, os dias, normalmente, não são fáceis e é complicado ser compreendida por todos. É difícil agradar a todos e é mais difícil ainda adivinhar o que as pessoas esperam de nós. Tudo isso porque consciência, cada um tem a sua e como diria minha ex-professora, cada cabeça é um mundo. Cada um pensa (e sente) de um jeito, eu sei. Nada mais normal. Pessoas têm pontos de vistas diferentes que talvez não se encaixe aqui - naquele pedaço em que todas as peças são azuis. Mas é preciso respeitar a maneira que cada um tem de ser, certo? Certo! E eu? Juro que tento! Mas, a despeito disso tudo, sabem o que é melhor? Depois de um tempo, as peças simplesmente se encaixam. Outras peças, outras lacunas preenchidas - como num passe de mágica. Como se alguém, lá em cima (?), interviesse e nos desse na mão exatamente aquela peça que procurávamos debaixo do tapete. Não, ela não estava perdida. Talvez estivesse na nossa frente o tempo inteiro. Talvez apenas não fosse a hora certa de encontrá-la. Porque o melhor do jogo é o desafio, é a busca. O sonho de ver nosso quebra-cabeças ali, prontinho, como a imagem da caixa. Se estou viajando? Não, não. Às vezes acontece. Há dias em que acordo com vontade de escrever. Tentar me entender um pouco. Desatar nós. Hoje eu acordei assim. Feliz por mim. E pelas pecinhas do meu quebra-cabeças que já se encaixaram e me fazem ir em frente. Essas me fazem sorrir em pleno ar-condicionado, no máximo, e com meu salto 12 cm. Sorrindo sim, porque a felicidade existe e eu a quero sempre por perto. Quanto às pecinhas do meu quebra-cabeças, que estão ali espalhadas, não se afobem não que nada é pra já.
=)
Batido por Lu às 4:58 PM


Sunday, January 13, 2008

Aos poucos venho descobrindo que amar também é uma forma de arte.
Um jeito bonito de perder o medo.
Você é o livro que eu levaria comigo por aí.
Meu livro de cabeceira.
Minha auto-ajuda.
Meu livro de poesias.
Você que canta meu coração.
Me encanta.
Me inspira.
Sem saber.
...
Batido por Lu às 7:35 PM


Monday, January 07, 2008

Hoje eu descobri que você é uma das poucas pessoas que eu gostaria que fossem poupadas de todas as tristezas dessa vida.
E percebi que desejo a sua felicidade mesmo que seus sorrisos sejam para outros olhos e que seus lábios calem com beijos os temores de uma outra mente cansada.
...

Amor não é mais que isso.
Batido por Lu às 4:44 PM


Tuesday, January 01, 2008

Não deixe quebrar


Não deixe quebrar, não deixe romper, não deixe virar grafite envelhecido e esquecido como qualquer contrato sem alma.
Corra e cole os pedaços, corra e segure meus pés no chão porque eu estou quase voando. Ou me faça voar novamente, com você.
Por favor, não espere a próxima festa, o próximo feriado, o próximo dia santo. Não espere a minha cara assustada e perdida na sua ausência.
Venha logo, traga de volta a minha certeza, não desista, por favor, não desista. Traga um agasalho para esquentar a minha falta de amor e ganhe em troca um ingresso para a minha fidelidade.
Não espere o horário do trânsito livre, não espere ouvir o que você não quer, não espere a vida te dar um empurrão para colocar a culpa na vida.
Eu ainda estou aqui por você, limpa, ilesa, sua. Mas cada milímetro do meu corpo me implora por vida, por magia, por encantamento.
Por favor, me roube, não deixe, não esqueça do nosso pacto em não ser mais um daqueles casais que não conversam no restaurante e reparam tristes nos outros.
Outro dia ouvi a música do filme Closer e lembrei o tanto que eu te amava, o tanto que ainda te amo, mas havia esquecido. Aí eu lembrei de você dormindo, com o seu ombro caído pra frente fazendo bochechas de criança na sua cara feliz. Era a visão do paraíso pra mim.
Eu preciso de força, eu preciso de ajuda, eu preciso que você me lembre de que eu não preciso de mais nada, que mais nada é tão perfeito e que podemos ser um casal imbatível. Como um dia fomos.
Caso tudo isso seja um trabalho inconsciente para me perder, parabéns, você está conseguindo.
Mas se ainda existir dentro de você alguma esperança, eu preciso demais que você me abrace e me faça sentir aquilo novamente. É fácil, basta você querer. Eu ainda quero tanto.
Venha agora, não espere o filme acabar, a rave, o calo, a saudade, o fim de semana, o arrependimento, o vazio. Eu preciso sentir que você ainda sente, eu preciso que o seu coração dê um choque no meu, eu preciso saber que seu peito ainda aperta um pouco quando eu vou embora e se espalha como borboletas nas veias quando eu chego.
Eu quero que você grite dentro da minha cabeça que não precisamos disso e que, por alguma razão, quando a gente se afasta a dor é maior do que todo o mundo que nos espera.
Eu ainda preciso que você me ache bonita, se surpreenda, me comemore e esqueça um pouco de todo o resto pra se encantar sem medo do tempo. Como sempre foi.
Não me tire a razão, não me tire a dignidade, não me faça estragar tudo só para sentir o vento na cara de novo e a música alta. Venha até mim enquanto é tempo.
Tome uma atitude, quebre a mesa, faça um escândalo, qualquer coisa para tirar o cheiro de velório do meu ventre. Eu ainda quero viver para você.
Venha agora, ganhe a corrida, passe todo o resto pra trás, é você quem eu continuo eternamente esperando na linha final.
Batido por Lu às 6:39 PM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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