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O vento nunca sopra a favor de quem não sabe para onde ir.
Batido por Lu às
2:22 PM
Eu sempre tive certezas muito absolutas. Eu tinha certeza que ia acabar os meus dias em uma redação de jornal. Que eu tinha alguns amigos que eu poderia contar a qualquer hora. E que ele era mesmo o homem da minha vida – mesmo que nos perdêssemos para sempre.
Batido por Lu às
12:55 PM
Ideias essas, tão arraigadas, que eu jamais parei para questionar. Era assim e pronto. Mas hoje, eu me olhei no espelho e percebi que aquelas verdades absolutas da pós-adolescência já não fazem mais tanto sentido. Eu não sei se terei o mesmo trabalho daqui a dois anos, o que dirá pela minha vida inteira. Alguns amigos para quem eu ligaria às 4h da manhã já não sei se gostariam de ser incomodados. Assim como eu também não sei se as minhas possibilidades de conhecer o homem da minha vida estão, de fato, encerradas. Pode ser que eu ainda não o tenha conhecido. E sempre é mais fácil/cômodo achar que sim. Cômodo. Comodidade. Comodismo. Acho que eu é que não estou numa fase acomodada. Eu quero o que me INcomoda. O que me perturba. O que me convida a pensar e descobrir novas verdades escondidas no correr dos dias. Eu nunca fui uma pessoa medrosa e sempre temi que esse mal, um dia, viesse a me abater. Então eu não posso – e não vou – me contentar com o que me é mais fácil, mais prudente, mais seguro. Eu vou atrás do risco. Porque mesmo que eu me dê mal, eu não conviverei com a ideia de covardia – que eu sempre e tanto desprezei. Aqui reina a paz.
Batido por Lu às
2:51 PM
Uma vez eu escrevi que viver às vezes parece um quebra cabeça. Você vai juntando pedacinho por pedacinho e aos poucos dando forma a um desenho lindo: a sua vida. E muitas vezes, no meio da brincadeira, quando a gente não acha a peça certa para aquele buraquinho, entra em desespero. Que nem criança, a gente chora, berra, se desespera. Eu preciso daquela peça!! Onde ela está? E a tal peça não aparece. Aí, depois de muito procurar e se cansar, você vai tentar colocar outras pecinhas em outras lacunas e continua a brincadeira. Até que uma hora, sem nem esperar, você acha aquela pecinha que estava faltando. Aquela mesmo, que você tanto procurou, tanto se desesperou para achar, está ali, na sua mão. E quando você a coloca no lugar, é o encaixe perfeito. *Felicidade*. Eu não sei que nome você dá a isso e sei também que você pode dar o nome que você quiser. Sorte? Talvez. Mas eu daria outro nome. Deus. Ele sempre ajuda a gente a achar a pecinha certa para encaixar naquela lacuna que ainda está aberta. Pode até demorar um pouquinho, mas não se pode perder a fé. Um dia, Ele faz a peça aparecer. Porque eu sei que Ele nunca, nunquinha, nos deixa na mão. Pelo menos nunca me deixou. E hoje, eu sou muito feliz por conseguir enxergar isso com tanta clareza. Omnia possum in eo qui me confortat. (Fl 4, 13) . É engraçado pensar nisso, mas há algum tempo eu era verborrágica. Eu sempre tinha que falar. Me incomodava? Eu falava. Me satisfazia? Eu falava (para agradecer, claro). Eu estava sempre querendo conversar, discutir, dialogar. Mas há uns poucos meses aconteceu um episódio interessante. Uma amiga brigou com outra amiga. E, dias depois, uma delas me perguntou: você acha que eu devo falar com ela? Eu respondi que sim, claro. A verdade é sempre o melhor caminho e a gente tem sempre que conversar, eu disse. Porque sempre foi assim que eu agi com os outros. Mas aí a amiga me disse que as vezes não convém falar para não tornar pior o que já está ruim. Eu calei. Mas pensei sobre isso por um bom tempo. Lembrei de um ex-namorado que dizia que quando o assunto é chato, quanto mais a gente mexe mais a situação piora. Na época, eu, claro, achei um absurdo. Naquele tempo, era eu que estava sempre querendo conversar para resolver os problemas. Mas depois que a minha amiga expôs o pensamento dela eu comecei a refletir. E aos pouquinhos eu vejo o quanto ela tem razão. As vezes, simplesmente, não convém. Não convém falar, discutir, dialogar. Porque não adianta. E eu acho que estou numa fase de evitar aborrecimentos. E só. A vida é assim, né. Os dias correm e a gente sempre aprende coisas. Amadurecimento passa por aí também. Por estar sempre em busca do equilíbrio exato: o que é preciso ser dito/falado/conversado e o que é melhor que seja abstraído. Não é sempre que a gente acerta. Mas é importante que tentemos. Eu não quero mais sair por aí gastando o meu latim com gente que não merece, gente que não entende e gente que não se interessa. Ao passo que aqueles a quem eu julgar merecedores, mesmo que discordem de mim, terão sempre a minha palavra. Seja de ternura ou um merecido puxão de orelhas. Porque eu sou assim mesmo. Falo cada vez menos. Mas cada vez mais para quem eu considere merecedor de escutar algumas parcas palavras.
Batido por Lu às
12:41 PM
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Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
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