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Vamos começar Colocando um ponto final Pelo menos já é um sinal De que tudo na vida tem fim Vamos acordar Hoje tem um sol diferente no céu Gargalhando no seu carrossel Gritando nada é tão triste assim É tudo novo de novo Vamos nos jogar onde já caímos Tudo novo de novo Vamos mergulhar do alto onde subimos Vamos celebrar Nossa própria maneira de ser Essa luz que acabou de nascer Quando aquela de trás apagou E vamos terminar Inventando uma nova canção Nem que seja uma outra versão Pra tentar entender que acabou Mas é tudo novo de novo Vamos nos jogar onde já caímos Tudo novo de novo Vamos mergulhar do alto onde subimos [Moska] ![]() Tudo começa com uma ficada*. Vocês ficam. Ele gosta. Ela gosta. Dá saudade. Mas ele não liga. Ficam de novo. Ela quer ligar. As amigas não deixam. Ele fica com vontade de rever aquele menina com o olhar de princesinha. Ela sente falta daquele sorriso misterioso. Ele finalmente liga. Ela sorri com o coração, mas se faz de dura. Ele tenta esquecer. Ela liga. Ele não atende. De repente, ele fica com ciúme ao saber que ela ficou com outro. Ela liga. Ele esquece da raiva e vai. Ele passa a não ter mais vontade de ficar com outras garotas. Ele liga pra ela. Eles saem. Quando menos percebem, estão se falando todos os dias. Muitos programas nos fins de semana. Ele liga. Ela liga. Ele fala baixinho quando percebe a voz dela. Ela pede para fecharem a porta do quarto quando reconhece a voz dele do outro lado da linha. Ele põe um apelido nela. Ela o chama de 'meu amor'. Ele vê que não consegue mais não sentir cócegas ao lembrar dela. Ela não dorme enquanto ele não liga. 6 meses depois eles começam a namorar. * Gente, esse texto eu recebi por e-mail há uns... cinco anos, creio eu. Não tenho nem idéia de quem é. Super fofinho. E deu vontade de postar hoje. =) Hoje eu tô vontade de contar uma rápida história de ?amor?. Que não deu certo, claro. Caso contrário, eu não perderia meu tempo escrevendo, e agora mesmo estaria vivendo. Sem que eu esperasse, sem que eu planejasse, sem que eu quisesse, eu me apaixonei. Apaixonei-me sem saída, com força, vontade e dor. Sim, porque se apaixonar é como se expor ao sol quente do verão: na hora parece uma delícia, mas não demora até o estrago na pele sem proteção se fazer notar. Caí por um moço que fingia não perceber. E eu gostava dele um tanto tão grande que nem via mais nada, que nem via mais moço nenhum, que nem me via, a mim, tão ridícula e óbvia. Bastaram poucos meses. Ele me deu alguns beijos e eu fiz planos em cima dos silêncios dele. Aí lascou! ... Hoje a lembrança que tenho dessa história é estranha. Ele é quase como um personagem de comédia romântica para ser vista num fim de tarde. Mas ele não é um personagem. O moço existe e é bem real – com todas as idiossincrasias de um típico exemplar da raça masculina. De vez em quando ainda nos cruzamos, nos falamos, um cumprimento formal, de festa, e só. Ele diz que eu estou sumida e que está com saudade. Eu também. E não passa disso. É(?) melhor assim. Seria estranho vê-lo por perto novamente. Como se pudéssemos ser amigos, passear com o cachorro no fim de tarde ou ir tomar sorvete descompromissadamente. Como se eu esquecesse a sensação que tive quando o olhei pela primeira vez. Falante, brincalhão, inteligente. Jeito de moço certinho com uma pitada de confusão. Encanto à primeira vista. Foi aí que eu me perdi. E aquela conversa do início, que deveria ser rápida, meia hora talvez, se perdurou. Por horas, dias, semanas. Parecia que poderíamos conversar por anos. Ele falava e eu me encantava. Suas mãos me impressionavam e seus olhos me intimidavam. Eu não conseguia partir. Só queria ouvi-lo, ouvi-lo, tê-lo por perto, milhões de anos mais. Batido por Lu às 1:54 PM Estar apaixonada é a melhor das sensações. Eu não estou. Não agora. Mas já estive. Algumas poucas vezes. Mas grandes paixões. E entre uma paixão e outras existiram as paixonites que, da forma como deve ser, também cumpriram seu papel na minha vida. Teve o skatista que me fez trocar meu guarda-roupa todo porque me achava patricinha, teve o pagodeiro que ouvia Jorge Vercilo e me achava intelectual (no pior sentido da palavra), teve o que quis casar e o que só queria... Er... Você sabem. MÚSICA QUE... Uma vez li numa dessas crônicas na net que a gente é o que a gente gosta. Então... Eu sou primavera. Às vezes inverno, às vezes verão. Estações transitórias. Ontem, depois que eu te deixei em casa, confesso que fiquei triste como sempre.Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como você, um homem de 26 anos, planejando passar o dia em uma rave interminável, cheia de gente drogada e sem assunto e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso. Que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei as músicas do Astrix, GMS e Infected Mushroom porque achei divertido conversar contigo ouvindo as mesmas músicas que você ouvia do outro lado da tela. Achei divertido dançar entre as panelas enquanto fazia um brigadeiro delicioso para você. Um brigadeiro que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. Talvez você não saiba mais como vale a pena gostar de alguém e acordar ao lado dessa pessoa e comer pizza no domingo à noite, vendo o Fantástico na televisão e comentando as notícias malucas desse mundo de meu deus. Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que essa felicidade artificial e inventada. Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. E eu tinha vontade de segurar seu rosto e ordenar que você fosse esperto e jamais me perdesse. Eu quis tanto que você entendesse que tínhamos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dava muitas risadas juntos. A gente admirava o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente sonhava com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente já teve a certeza de que nenhum perfume do mundo era melhor do que o cheirinho do outro – mesmo no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida. Aí você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho". Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem. Eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto. Bastante assunto. Porque, quando você está com medo da vida, é no meu otimismo carinhoso que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é no meu realismo que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, nos domingos à noite, quando a tristeza chega de mansinho, você gosta de ouvir minha voz pra me sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso. Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e tão somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares em que procura. Eu vou para a cama todo dia com dois livros e uma saudade imensa de você, ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer – ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. Eu queria deixar registrado que eu tenho por você uma admiração que eu não sei bem de onde vem. É um gostar muito precioso, que envolve objetivamente o querer bem. Sempre. Mesmo daqui há dez anos, mesmo antes de ontem, todos os dias, eu quero o seu bem. E quero que todos os seus dias sejam lindos. Dias sem tempestades, sem terremotos, sem sustos. Daquela loucura toda que a gente viveu, vão ficar as boas risadas, a afinidade, a descoberta da pessoa mais linda, mais inteligente, do sorriso silencioso tão acolhedor, o abraço aconchegante e o tal do querer bem. Que existe e existirá. |
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Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
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