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Monday, May 05, 2008

Uma vez li numa dessas crônicas na net que a gente é o que a gente gosta. Então... Eu sou primavera. Às vezes inverno, às vezes verão. Estações transitórias.
Sou Londres, Rio, Recife, Natal. Sou Tarantino. Sou Travis, Marília Gabriela, U2. Não sou Jô Soares jamais! Sou Ney Leandro de Castro.
Sou uma livraria, um bistrô, um sushi bar. Sou comida italiana. Sou mãos dadas, alisado no cabelo, beijo no olho. Sou carnaval, sou Absolut, sou torta de morango. Jamais serei Xanddy, meupai! Ja-mais!
Sou meus amigos, meus livros e meus CD's - as três coisas que eu levaria para uma ilha deserta. Mas não sou ilha deserta: sou metrópole. Sou asfalto, sou shopping center.
Sou Trident melancia. Sou coca-cola normal. Sou churrasco. Sou morango, sou caqui, sou ameixa. Sou abraços, muitos abraços.
Sou revistas, sou blog, sou orkut, sou Internet. Sou noticiários, documentários. Sou cinema, cinema, cinema. Já fui muito tevê, hoje sou mais teatro. Sou olho-no-olho.
Sou azul, sou rosa. E sou muito preto também. Sou Náutico, sou América. Sou cabelo liso. Sou salto alto, sou mini-saia. Mas sou só uma coisa ou outra – porque as duas juntas não dá. Não sou piriguete. Sou Norah Jones.
Sou sutileza, sou delicadeza, sensibilidade. Sou olhar o mar, sou bossa nova. Sou o Arpoador. Sou passeio de mãos dadas. Sou avião.
Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais doce que salgado. Sou música e sou silêncio, mais pizza que banquete. Sou esmalte clarinho e esmalte vermelho. Sou maquiagem, sou sonho, sou delírio e sou também pé no chão. Sou mil possíveis em uma.
Sou FELIZ. Sou eu mesma.

Batido por Lu às 6:16 AM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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