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Quanto mais sérias ficam as coisas, mais certeza eu tenho de que preciso fechar o conteúdo desse blog. Sabe quando você segura num bebê tão pequeno, tão indefeso, e precisa fazê-lo com todo o cuidado do mundo para não deixar cair, para não quebrar, nem machucar?? Pois é. Tem muita coisa linda acontecendo na minha vida e eu, definitivamente, não quero que os envolvidos descubram que eu exponho tudo nessa rede cheia de gente legal e louca. Eu quero tudo, menos desapontar gente a quem eu já quero tanto bem.
Batido por Lu às
3:19 PM
Vou fechar. Não será mais público. Mas quem quiser, poderá continuar lendo – não vou parar de escrever. Mas só terá acesso quem eu permitir. Então, se você, querido-leitor-que-eu-não-conheço-mas-a-quem-muito-prezo, quer continuar sabendo como anda a vida de uma menina normal e louca (como eu) pode deixar seu e-mail nos comentários que eu mando o convite, vocês aceitam e estarão habilitados para acompanhar minhas aventuras – e desventuras – nesse mundo de meu deus. Se você não quiser ler mais das minhas bobagens, um bjo grande e obrigada pelo tempo perdido. Se quiser, deixa o endereço de email na caixa de comments NOW! Ontem ele me pediu um livro emprestado. Ele, assim como eu, quer ter uma biblioteca. Ele, assim como eu, não gosta de livros emprestados. Quer comprá-los e guardá-los para um dia colocá-los todos em uma sala com muitas estantes de madeira de lei. “Mas de você, meu bem, eu quero o livro emprestado sim. Se você quer ter uma biblioteca e eu também quero, não há necessidade de dois livros iguais na nossa biblioteca”.
Batido por Lu às
3:02 PM
Morri! Ele me acha muito engraçada e eu acho ótimo diverti-lo. Ontem ele lembrou que semana que vem faz um mês que a gente se conheceu e nós não pudemos deixar de rir porque, é clichê eu sei, mas parece que faz muito mais. Deitei minha cabeça no peito dele enquanto ele alisava o meu cabelo e tivemos uma longa conversa sobre a vida, as pessoas, as coisas, o que ele mais gostava em mim e eu nele e o quanto nós somos parecidos. “Eu não acredito em opostos que se atraem, é preciso ter afinidades”. Eu concordo. E nós temos. Sempre sorrio quando lembro o jeito espantado que ele me olha quando o surpreendo. Sorrio quando recebo mensagens fofas e sorrio até quando lembro da crise de ciúme que ele teve há alguns dias. Ele sempre me faz sorrir. E ontem, como não poderia deixar de ser, foi uma noite leve e feliz. Eu tenho mil dúvidas que aparecem em uma madrugada de sexta para sábado num sonho louco e inusitado, mas na maior parte do tempo eu não quero lembrar disso. Ontem a noite foi de planos, que talvez nunca se concretizem, mas que já estão ocupando meus dias e meus pensamentos. Quando ocupar o meu coração, aí eu estarei(?) perdida. Por ora, vamos aproveitar a parte boa da vida.
Batido por Lu às
6:18 AM
Ontem fomos na minha creperia preferida e eu não comi nem metade do prato. Não tomei café da manhã hoje e no almoço estava sem fome. Tomei suco de laranja e um pouco de mousse de goiaba – mas só um pouco. A verdade é que ando sem fome e com apetite zero até para as comidinhas que eu mais gostava. Comentei com a minha tia e ela, de imediato, retrucou. “Tá apaixonada é?” Ri horrores e lembrei de uma época, na adolescência, em que eu sempre perdia a fome quando me apaixonava. Não pude deixar de achar engraçado como algumas coisas nunca mudam.
Batido por Lu às
6:02 AM
Passei nove anos lá e hoje deu uma saudade enorme de um monte de coisas. Das escadas e do labirinto que enfrentava todos os dias, dos colegas que falam alto e dos que quase não falam, de contar-tudo-pra-Peixoto, da tia do doce e das brincadeiras porque eu sempre como muitos, saudade dos adversários me zoando porque meu time perdeu mais uma vez... Saudade até do estresse que é fechamento de jornal numa sexta-feira à noite e dos dias em que só o coração bate. Semana que vem eu tô de volta e, penso eu, muito mais feliz. Por ter escolhido o lugar certo – mesmo que eu tenha tomado essa decisão aos 15 anos. Vou voltar para o convívio de gente que me viu crescer, que me conhece e sabe que eu não estou nessa a passeio e que o fato de eu ser vaidosa não me transforma em uma pessoa fútil. Ontem, eu, brincando, mandei a amiga perguntar ao chefe se ele ainda me queria de volta. E depois de eu saber que ele respondeu “de braços abertos”, eu sorri e fiquei aliviada. Confesso.
Batido por Lu às
6:52 AM
Deixei a água quente escorrer pelos meus cabelos, ombro e corpo inteiro. Por um longo tempo. Era madrugada e eu estava sozinha em casa. Um banho sempre melhora as coisas. Nada de grave aconteceu. Mas quando uma pessoa te dá um big susto, é natural ficar meio sem chão no momento seguinte. Fiquei. Mas passou. Eu sou uma menina esperta. Aí lembrei de uma frase que, em um outro momento da minha vida, eu vivia repetindo para mim mesma: Vamos dar importância ao que tem importância. Então é isso. E só.
Batido por Lu às
11:05 AM
Eu amo meus amigos, minha profissão, minha família e alisado no cabelo. E quem me conhece, mesmo que só por essas barras de rolagem do blog, sabe disso tudo. Sabe que eu amo carnaval, que eu acredito em amor para sempre e que eu quero ter gêmeos. Acompanha as minhas aventuras – e desventuras – de um jeito muito real. Porque eu não sou sempre legal, inteligente e divertida não. Eu choro, sofro e sou uma chata. A diferença é que eu escrevo. Algumas pessoas saem para encher a cara, outras xingam deus e o mundo e falam palavrão aos quatro ventos. Eu escrevo. Porque eu já nem me lembro mais há quanto tempo comecei com isso, mas a verdade é que depois que eu decidi publicar o que eu sentia – lá pelos meados de 2001 – parece que tudo toma uma outra proporção. É incrivelmente bom reler o que escrevi aqui há alguns anos. Os momentos de felicidade me fazem sorrir de novo e os de tristeza - por mais paradoxal que possa parecer - também! Porque passaram e sempre deixaram muitos ensinamentos. É muito legal ver o meu amadurecimento, sabe. Ver que uma coisa que fazia tanta diferença antes, já não me aborrece tanto ou não me diz mais nada. Acho que é dessa sensação que falam as pessoas mais velhas. A gente começa a se preocupar menos com tudo e mais com uma única coisa: ser feliz. E quando há vontade, a partir daí, começa a tornar a vida mais leve. Claro que seria melhor se só houvessem os momentos bons, de alegria e cheios de gente querida por perto. Mas mesmo os percalços nos levam para algum lugar. Hoje eu estou muito bem. Verdadeiramente bem. E nem me lembro o tanto que eu já chorei e me lamentei por aqui – porque aquilo tudo já não importa mais, não interessa, não aborrece. E eu tenho tanto a agradecer que às vezes dá até um medinho do quanto Deus tem sido bom comigo. E compartilhar todos esses momentos aqui no blog não deixa de ser uma rotina na minha vida. Às vezes escrevendo pouco, outras escrevendo loucamente, mas eu aprendi a contar tudo por aqui. E perceber que pessoas que eu nem conheço também se acostumaram a acompanhar isso que eu chamo de minha história, gostar e torcer por mim é meio louco sim, mas incrivelmente estimulante também. Eu estava decidida a fechar esse blog e passar a escrever um diário. De mim para mim mesma. Mas alguns comentários e ligações de gente muito querida me fizeram repensar. E adiar o fim. Nem que seja por mais algum tempo. Enquanto eu continuar não magoando ninguém com as palavras aqui escritas. Porque quando isso acontecer, e o magoado me for realmente caro, eu pararei. Até lá, sigo escrevendo. E vivendo. Vivendo, escrevendo e amando. Como sempre foi.
Batido por Lu às
11:10 AM
Abra a janela agora, deixa que o sol te veja
Batido por Lu às
1:08 PM
Eu sei que pode parecer um enorme clichê, mas a verdade é que acima de nós existe alguém que controla tudo. Eu chamo de Deus, mas você pode chamar do que quiser – porque tenho certeza de que estamos falando da mesma força. Eu acredito que é Ele que move as peças do grande quebra-cabeça da vida e aos pouquinhos vai fazendo com que cada peça se encaixe aqui ou ali. E as pecinhas vão aparecendo na sua mão não na hora que você quer que elas apareçam, mas na hora que Ele julgar ser o momento exato. E aos poucos tudo vai se encaixando, tudo vai fazendo sentido. E eu acredito tanto que a gente só colhe nessa vida o que plantou lá atrás! E se, por alguma razão, estou sofrendo, eu evito colocar a culpa nos outros ou na injustiça da vida e revejo quais foram as minhas escolhas, quais foram os caminhos que eu tomei e que me levaram àquele estágio. Não é simples, mas é uma tarefa diária de amadurecimento e aprendizado – só é preciso estar-se disposta a. Porque só assim a gente vai dando valor a cada peça nova do imenso quebra-cabeça que Deus vai fazendo aparecer na nossa mão. Hoje, eu podia estar aqui lamentando o fim do grande amor, mas não. Apareceu uma pecinha nova na minha mão que se encaixou perfeitamente naquele lugar que estava vago há tempos. E neste mesmo momento, Deus me fez ver com acontecimentos deveras concretos que o grande amor não era o definitivo. E agora eu tenho sorrido e sido feliz como há muito não acontecia. Ontem foi uma noite de amigos, música, cerveja, risadas e declarações inesperadas. Eu voltei para casa leve, feliz e sem nenhuma culpa. Eu devo merecer... Devo merecer. "And in her eyes you see nothing, No sign of love behind the tears cried for no one, A love that should have lasted years." For no one, The Beatles A ladeira
Batido por Lu às
8:43 AM
Uma vez, há algum tempo, eu desci uma ladeira com toda a velocidade que meu carro podia alcançar. 160km/h – 180km/h – 200km/h E lá embaixo, eu quase me dei mal. O carro derrapou, quase bateu e o estrago ia ser feio. Mas Deus, claro, me ajudou. E por obra e graça dEle mesmo, eu me salvei. Agora, estou diante não da mesma ladeira, mas de uma muito parecida. Ladeira alta e íngreme. Mentirei se eu disser que não me impressionou. Eu tô louca para descer e sentir o vento no meu rosto e o frio na barriga de novo. Mas eu tô com medo. Eu e medo – duas palavrinhas que nunca combinaram muito. Mas as coisas mudam e a verdade é que tá rolando um receio sim. A ladeira está lá. E a vontade de acelerar é grande. Mas eu me contenho. O susto da primeira vez me faz pensar mil vezes se devo ou não me jogar. Nem eu sabia o quanto aquele gesto de acelerar e me jogar poderia fazer diferença para o resto da minha vida. Mas tem feito. É fato. A saudade e o alívio
Batido por Lu às
7:58 AM
Uma vez o Carpinejar disse que "deixou de amar quando ele insulta e ela não fica mais ofendida". E quando eu li isso entendi muita coisa. Entendi que não era amadurecimento, não era calma, não era sabedoria. Era apenas falta de amor. Ou pelo menos o amor romântico que, um dia, ambos sentiram. Não existia mais aquele sentimento que nutriram por tanto, tanto tempo. E por alguma razão eles se sentiram vazios. E tentaram, tentaram a todo custo, recomeçar. Retomar do ponto onde haviam parado. Mas a vida segue, o rio corre, e o Lulu estava certo quando disse que nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia. E naquele domingo, ela percebeu e tomou uma decisão. Não te amo mais. Simples assim. Não te amo mais. E pode parecer fácil não amar, mas não é. Não é fácil não amar a pessoa que mais te conhece, que mais te entende, que percebe os seus silêncios e entende a sua respiração. Não é fácil olhar para quem você ama – como irmão – e dizer que não o ama mais – como amor. Mas a verdade é que não amar, nesse caso, implica em dizer também não te amo mais porque você não soube merecer esse amor. E eu me livro da culpa. Porque eu amei o quanto pude e mais do que pude. Mas acabou. Não te amo mais. Hoje faz exatamente cinco anos daquele primeiro beijo e como disse o meu professor mais sábio, a quem hoje eu chamo de colega de trabalho, hoje é dia do conflito entre a saudade e o alívio. E nesse conflito, a verdade é que o segundo saiu vencedor. Tenho pensado em fechar o conteúdo desse blog.
Batido por Lu às
11:47 AM
Algumas pessoas não entendem bem o que está escrito. E eu não quero desapontar ninguém. Faço o que? Ontem, no meio da tarde, estávamos eu e ele, na sorveteria preferida, tomando sorvete de fruta e conversando potoca. Não sei por que lembrei daquele texto do Caio. Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me um certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. Eu não procurei, eu nem queria. Mas ali, em meio a beijos com gosto de seriguela e mãos dadas, eu percebi que as coisas realmente acontecem quando menos se espera. Também foi o Caio que disse ser preciso “estar distraído e não esperando absolutamente nada”, não foi? Sim, ele sabe das coisas.
Batido por Lu às
10:57 AM
Então é isso. Um capítulo terminou e outro começa. E o fim já era tão previsto, que nem causou tantos danos. Segunda-feira foi dia de começar de novo e eu vesti o meu vestido preferido das ultimas semanas, fiz a maquiagem mais elaborada e o deixei esperar por cinco minutos, na porta da minha casa. Porque é assim que tem que ser. Ganhei flores e um livro. Ouvi Beatles, sorri e ganhei muitos beijos. Tudo muito romântico. Tudo do jeitinho que tem que ser. Porque as vezes é bom mesmo abraçar as surpresas que a vida coloca bem no meio do nosso caminho.
Batido por Lu às
7:02 AM
Ontem, na missa, enquanto eu estava ajoelhada, agradeci a Deus. Um ciclo se fechou. Foi preciso algum sofrimento, outros desapontamentos e poucas lágrimas. Mas o capitulo tão bonito acabou. A certeza que ele, de fato, havia sido concluído, chegou. E chegou na hora que tinha que chegar. Foi elaborada ao longo de meses de terapia e conversa com os queridos. Meses de pensamentos e avaliações que, como eu sempre soube, culminariam com a retirada de um peso das minhas costas. E a segunda-feira começou feliz. Com o sol brilhando e o céu do azul que eu gosto. Um brinde às surpresas dessa vida.
Batido por Lu às
12:31 PM
Sei que Deus mora em mim
Batido por Lu às
12:16 PM
como sua melhor casa. Sou sua paisagem, sua retorta alquímica e para sua alegria seus dois olhos. Mas esta letra é minha. Adélia Prado Ontem fomos jantar e eu não quis falar. Não tive VONTADE de falar. Nenhuma vontade. Conversamos amenidades, rimos, nos abraçamos. Mas conversa séria eu não quis. Tive preguiça. Não tive paciência. Tanta coisa já aconteceu, tantas conversas já tivemos e hoje a sensação é de que, mais uma, seria mais do mesmo. Talvez porque, no fundo, eu saiba que nada vai mudar. Não sei se isso trará alguma vantagem para mim, neste momento, mas se não tem vontade não pode ter conversa. Nada mais farei por obrigação. Já há algum tempo eu venho me livrando de pesos desnecessários. Um de cada vez sim, aos poucos, mas, com toda a certeza, para sempre. Eu não sei o que você pensa porque palavras e atitudes, em você, não costumam andar juntas. E a verdade é que desisti de expectativas a seu respeito. Ainda não descobri se isso é bom ou ruim. No fim da noite nos despedimos de uma maneira harmoniosa. Mas quando estou sozinha eu elaboro todo o seu esforço inconsciente para me perder. Estar com você foi bom, leve e feliz. Um encontro prazeroso. Só não sei até quando.
Batido por Lu às
1:26 PM
"Deixou de amar quando ela insulta e não fica mais ofendido."
Batido por Lu às
1:47 PM
Fabrício Carpinejar. (...) Amanhã há de ser outro dia. É incrível como hoje, depois de tomar um belo banho de 50 minutos e escovar os cabelos com muita calma, a sensação que predomina é o alívio. Um peso retirado das costas e a certeza de que a estrada que se abre à minha frente há de me levar para um lugar muito melhor. A vontade agora é de olhar para frente e me preparar para o que há de vir – e muita coisa ainda há de vir, se Deus quiser. Um ciclo se fechou e, passado o período da despedida, começa a fase do trabalho. Muito trabalho! Para erguer outras construções bem diante dos meus olhos. Força eu tenho. Estava faltando coragem, mas algumas conversas sempre me ajudam e agora ela apareceu para ficar. Que Deus permita que fique para sempre. Tenho um novo trabalho e com ele um monte de coisas e pessoas novas entraram na minha vida. E hoje pela manhã, conversando com um desses novos colegas, ele me contou que vinha de uma família muito pobre, do interior do Estado. Morava em uma cidade encravada no meio do sertão, onde água e vento são artigos raros, e que já enfrentou muitas dificuldades na vida, mas nunca desistiu. Se mudou para a capital para estudar, enfrentou humilhações, dificuldades financeiras e fome, mas ficou – porque precisava estudar. E, dentre a história toda, uma coisa, em especial, me tocou enormemente. Ele me disse que quando tinha uns 12 anos levantava todos os dias às 5h para pegar água no único poço que ainda atendia a comunidade em um período de seca. Ele andava quilômetros e quilômetros, várias vezes por dia, para a mãe poder ter água para cozinhar, lavar os pratos e a família tomar banho. Carregava galões e galões de água barrenta nas costas. E o dia mais feliz da vida dele foi quando chegou água na torneira de casa. Quatro anos depois de tanta seca, sem um dia de chuva sequer, a água tinha voltado. E ele encheu o olho de lágrima quando me contou. As mesmas lágrimas que ele chorou naquele dia que a seca tinha chegado ao fim.
Batido por Lu às
2:18 PM
E quando ele acabou de narrar toda aquela história de vida eu me senti uma criatura absurdamente pequena. Eu sempre tive tudo, quando eu tinha 12 anos a minha preocupação era que filme eu veria no final de semana, nunca enfrentei um décimo das dificuldades desse menino, trato os meus problemas(?) na sala refrigerada de uma psicóloga e ainda me pego chorando pelos cantos por um motivo... Banal. ... Que Deus perdoe a minha imaturidade para lidar com as coisas da vida. Não adianta ficar falando em saudade, fim e lamento. A vida passa, os dias correm e eu, definitivamente não sou uma pessoa triste. Garçom! Próximo assunto, por favor.
Batido por Lu às
3:59 PM
![]() Uma vez uma amiga minha fez uma analogia tão simples, mas ao mesmo tempo tão bela que eu nunca mais esqueci. Ela disse que às vezes o barco tem que abandonar o porto-seguro para avançar pelo mar. A gente nunca sabe o que esse mar pode nos reservar, mas temos que enfrentar. Porque só assim acharemos outras terras, ainda maiores e mais ricas que aquela que deixamos para trás. Ela não usou exatamente essas palavras, mas foi bem isso que ela quis dizer. E hoje eu lembrei dessa conversa. E rezei. Para que Deus me dê forças para eu conseguir completar a travessia e encontrar novas terras que me farão mais feliz. Espero. |
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Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
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