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O Carnaval, parte II.
Batido por Lu às
6:45 PM
A queixa. A parte ruim do carnaval, claro, ficou por conta de Recife. Violenta, suja, cheia de meninos de rua, pedintes e gente muito, muito pobre catando comida no lixo. Uma tristeza! Não que eu nunca tivesse visto isso por lá... Já vi. Mas não naquela quantidade, não com aquela constância. E aquilo tudo pareceu ainda mais estranho porque eu venho de uma cidade que, apesar de todos os problemas, é limpa, bonita, organizada e você conta nos dedos os pedintes nas ruas. [Dá gosto viver aqui (em Natal) – e isso eu pude constatar claramente depois desses dias em Recife.] O perrengue nós passamos foi na terça-feira de carnaval. No meio do show de Alceu, no Marco Zero, passa um arrastão bem perto de onde estávamos. Milhares de pessoas e nenhum policial dá nisso, claro. Corremos, corremos e nos livramos. (Agora imagine essa pessoa com alguns amigos, correndo pelas ruas do Recife Antigo, de salto plataforma, vestidinho e apertando muito na mão do namorado, estilo apavorada! Não é para rir, é para chorar mesmo porque uma dessa eu não quero passar é nunca mais!) Coitados dos outros turistas que estavam próximos e foram pegos – sem ter nada que tenham podido fazer. A partir daí a tensão reinou na última noite de carnaval. Mas eu tive certeza que apesar do inferno de cidade onde estávamos, Deus realmente existe. Depois do episódio Arrastão I, morgamos geral e decidimos ir embora mais cedo. Esperávamos o ônibus da agência no final de uma das pontes que atravessam o Capibaribe. Estávamos em um grupo de seis ou sete pessoas, todos tensos e olhando para todos os lados, a todo momento. Chegamos no lugar marcado, encontramos outro grupo que já estava esperando e só depois de dez intermináveis minutos o ônibus chegou. Entramos e o motorista deu partida rumo ao hotel, em Boa Viagem. Menos de cinco minutos depois, o guia, que ficou aguardando os outros grupos para as outras viagens, contou que assim que o ônibus saiu um arrastão passou pelo local onde estávamos. Sim! Um arrastão. Outro! Um bando de meninos jovens e mal encarados que se juntam para saquear os grupos de turistas. Um senhor que estava na minha excursão foi derrubado e levaram o relógio e carteira dele. Uma coisa verdadeiramente TRISTE, para não dizer revoltante! E por poucos minutos não fomos pegos pelo Arrastão, parte II. Se eu já sabia, agora eu tive certeza: Deus existe sim! Há seis anos passo o carnaval na mangue town e nunca tinha visto nada igual – muito pelo contrário. Sempre me senti segura, apesar de saber que a cidade é a mais violenta do Nordeste. Mas tinha policial e isso sempre dá alguma tranqüilidade. Esse ano, nem isso. Eles, por certo, se esconderam ou estavam com preguiça de trabalhar. Deu no que deu. Eu adorava o carnaval de Recife. Adorava, fazia propaganda e a cada ano levava mais gente comigo pra conhecer a festa. É bela sim. A festa. Festa do povo, para o povo e com o povo. Festa popular, rica culturalmente, verdadeiramente linda de se ver – e participar. O que falta é governo, ação, políticas públicas e tudo aquilo que todo mundo está cansado de saber. A cidade estava um caos. E este ano, pela primeira vez, Recife me pareceu feia e mal cuidada – em todos os aspectos. E justo no carnaval, a maior festa daquelas bandas. Só lamento. Quem me conhece sabe. Eu amo carnaval. Amo! Tanto que as minhas férias são sempre no mês de fevereiro – pra não correr o risco de ter que trabalhar nesses quatro dias quase sagrados. É bem verdade que este ano eu precisei adiá-las para meses seguintes, mas aproveitei para tirar todas as folgas acumuladas justo no período de Momo, porque eu não sou boba nem nada! Trabalhar no carnaval jamais. E lá fui eu para Recife/Olinda – de novo e de novo e de novo, sempre. Me sinto em casa naquelas ruas estreitas de casarões antigos, é fato. A batida do maracatu arrepia, D’Brek contagia, subir e descer ladeira é lei e até o calor infernal a gente suporta. E assim é há seis anos. Mas 2007 foi diferente. Bem diferente. O calor era o mesmo, os caminhos eram os mesmos, a cidade era a mesma e a tapioca do Alto da Sé também. Mas as fantasias... Ah as fantasias... Quanta diferença! A despeito de todas as brincadeiras das amigas solteiras – que me perguntavam se eu ia mesmo levar bolo para a festa – eu fui. Casadíssima e de fantasia combinando e tudo como todo bom casal ‘carnavalesco’! [Polícia e Ladrão. Porque ele roubou meu coração e eu o prendi! Hahahahaha.] Foi perfeito. Era a primeira vez do moço e eu acho que ele gostou também. Muito frevo, muitos beijos em uma boca só e nenhum risco de mononucleose. Hahahahahaha. Jamais trocaria o carnaval com ele por nenhum outro do passado. Foram todos ótimos, sim - eu me divertia desesperadamente com as minhas amigas lindas e queridas, todas fantasiadas e alegres -, mas depois de um tempo a gente cresce amadurece e vê que bom mesmo é ter alguém do lado para todas as horas. E, acreditem, dançar frevo de mãos dadas com quem a gente ama é muito mais legal! O calor é um assunto à parte. Tão forte tão forte tão forte que eu, que não gosto muito de água, sofri as conseqüências. Insolação! Dor de cabeça, mal estar, tontura... E na segunda-feira jamais encarei Olinda. Eu e ele fomos direto para o shopping ver filminho em pleno carnaval. A Rainha é perfeito – especialmente para quem se debulhou em lágrimas quando a princesa Diana morreu. Tipo... Eu. Mas, afinal, era carnaval e nós tiramos o atraso no último dia. O céu nublado ajudou e os palhacinhos frevaram até cansar. Folia é bom, é ótimo, mas que cansa caaansa! Na quarta-feira ingrata... Ops! Na quarta-feira de cinzas eu já não agüentava mais ouvir frevos e queria chegar logo na minha casa, na minha cama, na minha cidade linda, limpa e segura, desarrumar a mala e ver minhas coisas em seus devidos lugares. Eu adoro carnaval, me diverti muito, brinquei, pulei, dancei, beijei... Mas bom mesmo é a segurança de estar em casa. Bom retorno pra vcs e como dizem que só agora o ano, de fato, começa... Um ótimo ano novo a todos! Batido por Lu às 8:28 AM
Três coisas que me assustam:
Batido por Lu às
5:48 AM
- Violência - O mar - A maldade das pessoas Três coisas que me fazem rir: - Beijo no pescoço - Crianças - Piadas bobas Três coisas que eu amo fazer: - Ler - Conversar com gente querida - Ir no cinema Três coisas que eu odeio: - Cenoura - Falsidade - Harmonia do Samba Três coisas que eu não entendo: - Japonês - Os homens - Química orgânica Três coisas em cima da minha mesa agora: - Meu celular - Uma lata de coca-cola - Muitos papéis Três coisas que eu estou fazendo agora: - Escrevendo - Ouvindo música - Pensando no meu namorado Três coisas que eu quero fazer antes de morrer: - Conhecer Veneza - Ter alguém amado para segurar a minha mão - Ter um filho Três coisas que eu sei fazer: - Carinho - Pipoca - Trabalhos manuais Três maneiras de descrever minha personalidade: - Transparente - Amiga - Orgulhosa Três coisas que eu não consigo fazer: - Cozinhar - Mentir para quem eu amo - Prever o futuro Três bandas/cantores que eu acho que você deveria ouvir: - Los Hermanos - Chico Buarque - Tim Jobim Três bandas/cantores que eu acho que você NUNCA deveria ouvir: - Qualquer uma que cante letras machistas - Qualquer uma que tenha loiras – ou morenas - dançando até o chão - Harmonia do Samba Três coisas que eu digo freqüentemente: - Também ninguém pode nem brincar nessa casa! - Maix pouco - Jamais! Três das minhas comidas favoritas: - Italiana - Japonesa - Qualquer coisa com morangos Três coisas que eu gostaria de aprender: - Me conter - Selecionar sentimentos - Dançar tango Três coisas que eu bebo regularmente: - Água de coco - Coca-cola - Suco de laranja Três programas de TV que eu assistia quando era pequena: - Xou da Xuxa - Xou da Xuxa - Xou da Xuxa. Aí no meio da reunião, meu chefe pára o assunto, franze a testa, me olha com uma visível olhar de curiosidade e solta:
Batido por Lu às
6:29 PM
- Vc está estressada, Luciana? Hahahahaha. Minha vontade foi gargalhar, mas eu me controlei. Sorri timidamente e fiquei vermelha, óbvio - pq nisso sim, eu sou boa! Eu jamais fui estressada na vida! Aliás... Um xingamento que nunca levei foi de ‘estressada’. Mas ultimamente... Bom... Er... Acho que ando precisando rever o tempo desses verbos. Eu não era uma pessoa estressada. Não era mesmo. Nunca fui. Mas de dois anos para cá... Eu me sinto mais tensa mesmo, é fato. Impaciente, irritadiça, sensível demais – ainda mais! (Tadinho do meu namorado, meupai!) Lidar com gente é complicado. Tem dias que você acerta e todo mundo fica feliz. Mas às vezes você também erra e errar, para pessoas perfeccionistas como eu, é a morte! Chefiar uma equipe de não-sei-quantas pessoas e mais os seus egos inflados não é lá uma tarefa simples – especialmente para uma menina recém-saída da barra da calça do pai. Tem gente lá que tem mais tempo de redação do que eu tenho de vida - e talvez para eles seja ainda mais difícil lidar comigo. Vai saber! Hehehe. E de vez em quando eu tenho problemas, sabem. Especialmente os de ordem prática e que envolvem pessoas bem diferentes de mim. Eu bem posso ver algumas criaturas torcendo o nariz para as minhas... Orientações. E o fato é que, tensões do tipo acabam por estressar sim – mentira de quem disser que não. Eu queria mesmo era agradar a todos, confesso. Eu não gosto de ter que tomar posições autoritárias – mas necessárias. Eu me estresso quando o motorista não chega na hora, quando o fotógrafo não faz a foto, quando o repórter não termina a matéria na hora ou não escreve do jeito que é para ser... É um estresse leve, eu sei. Não grito com ninguém, não distribuo culpas, não saio apontando o dedo, não extravaso... Mas, segundo um amigo querido, eu deveria. Faz mal guardar tensões. Será? ... Acho que eu vou fazer boxe. Se tem uma coisa da qual eu me orgulho é do quão SELETIVA eu sou. Sim, eu estou falando de amores. Eu nunca fui de me doar para qualquer um. Do primeiro olhar até eu chamar o moço de namorado, meu bem, aí vai uma looooonga distância. Não, não é charminho não. É porque (ele) tem que mostrar que eu posso sim chamá-lo de NAMORADO sem, um dia, tempos depois do fim, eu não me sentir envergonhada. Para mim, NAMORAR vai muito além de beijar na boca e ir ao cinema nos domingos. Envolve pele, cheiro, carinho. Tem que ter confiança e querer estar junto. Tem a ver com saber que se tem com quem contar.
Batido por Lu às
11:51 AM
E sou mesmo grata a esse meu cuidado na escolha dos namorados. Feliz em ser assim. Jamais me meti com ‘cafas’ e sei que todos os meus poucos ex têm boas recordações de mim e eu deles – bom... talvez haja uma exceção, mas isso já é assunto para um outro post. O fato é que são todos admiráveis. Cada um a seu modo, cada um do seu jeito. Eu os admiro. Ruim é quando não sobre nem admiração. E os ex se tornam inimigos implacáveis – seu ou do seu atual. Ex inconformada é o que há de pior. E eu bem sei do que estou falando porque meu belo namorado tem uma assim. E quem sofre com isso? A mocinha aqui. E tem dia que é um saco, sabem? Tem dia que dói, que é tosco, que você quer fazer alguma coisa, mas não sabe o que – porque para algumas pessoas infernizar a vida de quem está quieto anda é o passatempo preferido. Mas o lema é o mesmo que eu usava nas primeiras investidas há quase um ano e meio. INDIFERENÇA. Total, plena, contínua. Porque eu sou maior que tudo isso. Mainha me disse que eu sou uma lady e eu acreditei. E então eu vou seguindo. Deixando os ouvidos surdos aos gritos desesperados de uma perdedora. E esse fim de semana me deparei com um desafio – imposto por mim a mim mesma. E eu sabia que seria difícil. Desafios são sempre difíceis e, pra dizer a verdade, eu nunca gostei muito deles. A sensação que dá é de que eu preciso provar algo para alguém e essa sensação me é incômoda – não tenho que provar nada. Vou vivendo, errando e aprendendo.
Batido por Lu às
2:59 PM
Mas domingo foi diferente. A situação havia sido causada por mim, eu sabia que não era saudável manter a mesma postura e eu precisava ter a certeza de que era capaz de mudar sim. Apesar de tudo e de todos. Apesar de todas as circunstâncias. Apesar de todos os apelos velados. Eu fui lá e fiz. E no meio de um monte de gente, eu, de óculos escuros – ainda bem! – me vi com os olhos cheios de lágrimas. E me senti forte por ter conseguido aquilo. Ser eu mesma, mesmo diante de um ambiente contrário. Era algo como... Nadar contra a correnteza. Mas eu consegui. Eu con-se-gui! E só eu posso saber o gosto que teve essa vitória para a minha vida. O tempo passa, a vida segue, as coisas mudam. E a gente aprende. Aqui estou eu de novo. Começando mais um diário virtual sem saber quando, se, nem como, vou parar. Sem saber se vou querer sempre ser reconhecida como a menina do blog ou se escrever, algum dia, se transformará em um ato solitário. Por enquanto eu seguirei colocando aqui, nessa tela, esse amontoado de palavras - que eu prefiro chamar de sentimentos. Eu tenho necessidade de me expressar e quando não o faço, a sensação é de ter uma maça entalada bem no meio da garganta. O silêncio não me faz bem. Escrever alivia. Me alivia. De todas as dores do mundo. E saber que alguém do outro lado me ‘escuta’, me entende, concorda (ou discorda), já viveu algo parecido, quer ou não quer viver de jeito nenhum, tudo isso... Conforta. Escrever me faz dividir o peso de maus dias e multiplicar as alegrias de dias felizes – isso é fato.
Batido por Lu às
9:09 AM
Eu fiz grandes amigos por causa do meu antigo blog. Gente com quem eu jamais cruzaria na vida real, mas que hoje fazem parte da minha vida diária. Gente que eu quero ver feliz, para quem eu rezo antes de dormir, gente para quem eu torço e quero que dê tudo certo na vida. AMIGOS. Gente que um dia foi virtual, mas que hoje é bem real. Carinho que existe independente da distância. AMOR. Tudo o que todo mundo precisa. Todo o amor que houver nessa vida. De dentro para fora. De fora para dentro. A ordem pouco importa. Eu o quero. E aqui escrevo como alguém que ama. Amo profundamente e sem as amarras da mesquinharia. Amo, quebro a cara e recomeço. Amo, sorrio e os dias ficam com outra cara. Amo, choro e vou seguindo. Porque amo a vida. Amo poder acordar e me sentir como uma criança com uma enorme folha em branco nas mãos e mil tintas coloridas a espera do que vier a mente para fazer lindos desenhos. Vamos começar? |
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Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
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