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Friday, February 27, 2009

Meu namorado ganhou na loteria*.


Ok, é carnaval.
Eu não gosto de carnaval, eu amo carnaval. É o feriado mais esperado do ano e eu não nego que passo meses bolando as fantasias, animando as amigas e gastando muitos dinheiros para ir para Olinda toda feliz e paramentada. Porque os problemas só existem em 361 dias do ano. Os quatro dias de fevereiro são sagrados: eu só quero é alegria, risadas, diversão, frevo e coisas boas por perto.

Mas este ano eu tenho que admitir que a minha listinha ganhou um adjetivo a mais para classificar o meu período de Momo.

O meu carnaval foi:
Divertido.
Interativo.
Alegre.
Feliz.
Rápido.
Movimentado.
Animado.
Pacífico.
Grandioso
Dançante.
Esfuziante.
Agitado.
Contente.
E...
Difícil.

Minhas caras, eu aviso. Se você tem um namorado não vá para Olinda sem ele. Nunca, jamais, em tempo algum faça isso porque não é fácil não. Aquele calor, aquele povo, aquela pegação e flertação louca não fazem bem para namoro nenhum – especialmente se um dos pares está longe. Aquilo ali é a sucursal do inferno onde 300 cães por minuto tentam desvirtuar pobres moças honradas de família. Tipo eu.

Ok, as fantasias também não ajudaram – porque quando fizemos a brain storm para decidir de que iríamos vestidas, pensamos em solteirice, interação, álcool e tiração de onda. Mas a realidade é dura e refrigerante é muito, muito mais seguro nessas horas. Moço, me dá uma coca-cola, por favor. Cerveja não! Co-ca-co-la! E é óbvio que o dia mais fatal foi o dia da cartomante – porque todo mundo quer saber o futuro. Aí eu que sou uma menina ishperta, como se diz lá em Hell-Cife, eu via loiras e ruivas nas mãos de todos os meninos bonitos. E, ao contrário de todas as ciganas, não aceitava pagamentos não.

Mas no final das contas, este ano eu percebi que eu amo carnaval sim, mas eu AMO mesmo é o Graham Bell. Porque eu chegava no hotel morta de cansada, arreada e corria para o telefone pra lembrar que a vida não é um carnaval e eu estava fazendo muito bem em me comportar porque lá do outro lado do oceano tinha uma pessoinha que só pensava em mim. Energias renovadas, à noite eu subia para as festas na cobertura ou ia para o Recife Antigo para mais alguns rounds do “Eu-quero-não-dou”.


Então é isso. A conclusão final é que só tem eu e Pe. Fábio mesmo.
Sempre em frente com o nosso projeto de santidade.

Ano que vem eu vou de freira!
Tá decidido.







* A frase não é minha. É da amiga que nos apresentou.

Batido por Lu às 1:23 PM



É de fazer chorar
Quando o dia amanhece e
Obriga o frevo a acabar...























... Oh quarta-feira ingrata
Chega tão depressa
Só pra contraiar.





*





As fantasias

Sábado: Fada.
Domingo: Jornalista.
Segunda: Cigana.
Terça: Babá.
Batido por Lu às 8:25 AM


Thursday, February 19, 2009

Acho engraçada essa coisa “da imagem que as pessoas fazem da gente”. Eu sou jornalista e trabalho num jornal impresso. Sempre me identifiquei mais com a escrita e desde o início da faculdade já sabia o que eu queria fazer – e eu queria fazer jornal (aquele de papel mesmo). Até estagiei numa TV, mas pedi para sair um mês depois porque nunca me acostumei com o fato de que lá jornalista é artista. Então eu venho fazendo minha carreira bem bonitinha sem ninguém me conhecer. Sou anônima e sou feliz assim. O máximo que as pessoas comuns conhecem é o meu nome escrito num papel – porque, afinal, preciso arcar com as conseqüências boas e ruins do que eu faço. Mas não sabem se eu sou preta, branca, amarela, japonesa, se eu sou feia ou bonita, alta ou baixa. Sabem meu nome e sobrenome e só. Passam por mim na rua e nem imaginam que foi eu que escrevi aquela matéria ou que editei aquela página do jornal do domingo. Pois bem. Mas eu to escrevendo tudo isso apenas para dizer que eu acho muita graça quando ligam o nome à pessoa. Quando as pessoas descobrem como é a aparência daquele nome que já conhecem há anos.

Ontem teve uma festa de carnaval na agência de comunicação que eu (também) trabalho. E todos os seres do jornalismo, publicidade e comunicação em geral estavam lá. Numa determinada hora, eu fui apresentada ao assessor de marketing de uma universidade daqui. Amigo dos amigos, primo do namorado da amiga da amiga, colega da colega. Tudo ótimo, conversas engraçadas e lá pelas tantas a criatura solta essa...

- Mas você sabe que quando me falavam de Luxxx Xxxxxx* eu imaginava aquele mulherão, braba, sisuda, separada... Aí quando vejo... Essa criaturinha aí.

TODAS as pessoas da roda caíram na gargalhada, claro. Porque eu sou tamanho PP, eu calço 35, eu brinco toda hora, eu rio e adoro uma bagunça mesmo. E quando o moço ouvia falar de mim, só sabia que eu era a chefe, a jornalista, a profissional.

No meu ramo de atividade, graças a deus, as pessoas já me reconhecem. Sabem que eu sou a fulana que trabalha no jornal tal. Embora só 1/10 saiba como eu sou por fora. E quando descobrem, normalmente – não sei por que –, se chocam. Muitas e muitas e muitas, incontáveis vezes, pessoas que chegam lá na redação me perguntam pela chefe ou até pelo meu nome mesmo e fazem cara de “Oh, não me diga!” quando eu digo que sou eu. Engraçado isso de como alguns estereótipos estão arraigados na mente do povo, né. Jornalista de jornal tem que ser fumante, masculinizada, solteira/separada e andar de calça cargo todo o tempo.

Ó, meupai! Coisa mais old-fashion não pode haver!




* Meu nome e sobrenome.
Batido por Lu às 11:16 AM


Wednesday, February 18, 2009





























... Que eu AMO carnaval!!!!
Batido por Lu às 7:28 PM


Tuesday, February 17, 2009

Nobody said it was easy
No one ever said it would be this hard


Hoje amanheceu chovendo e eu tive um pesadelo. Acordei, olhei para o telefone e liguei para ele na mesma hora. Eu estava acordando, ele tinha acabado de almoçar.

Tem uma música do Ludov que diz que o mundo é pequeno sem ter com quem dividir as coisas banais – e eu sou obrigada a concordar. Porque hoje, tudo que eu mais queria, era dividir coisas banais com ele. O engarrafamento da Salgado Filho, o dia abafado e o meu mau humor decorrente do calor, os preparativos para o carnaval. As conversas, as histórias, o ombro macio.

Viver é complicado, decisões são sempre difíceis, lidar com a saudade não é fácil. Dizer NÃO é uma tarefa árdua, especialmente quando todo mundo acha que essa é a resposta correta – menos você. E por causa disso tudo, hoje eu o queria aqui para olhar bem dentro do meu olho e lembrar que eu estou certa sim e me dar toda a segurança do mundo.

Aí eu, que andava ouvindo a alegre Lily Allen, hoje quis trocar por ela, a Ella (Fitzgerald). Porque por mais que a minha vida esteja O MÁXIMO e que coisas realmente importantes – e boas! – estejam acontecendo, tem dia que os sorrisos não são tão leves. Porque tem dia que falta alguma coisa. Ou alguém. Então me resta o jazz choroso e imensamente lindo ouvido dentro do carro, no meio de um engarrafamento, em um dia chuvoso.
Batido por Lu às 7:07 PM


Sunday, February 15, 2009

Ontem a tarde estava passando um filme na FOX que eu comecei a assistir sem nem saber qual era. A mocinha, uma hopeless workaholic, começou a namorar um mocinho que é apaixonado por basebol. Aí ela começa a freqüentar os jogos, a saber tudo do time do coração dele, a comprar livros, uniformes, ficar amiga dos amigos... Aí lá pelas tantas, uma amiga dela diz que ela está sendo “colonizada”.
É. Isso mesmo.

Co-lo-ni-za-da.


*


Uma vez eu me apaixonei por um garoto que era todo louquinho. Isso foi no tempo da faculdade e ele me achava uma patricinha – acho que a minha aversão a esse nome vem daí. Mas por causa dele eu comecei a andar no circuito underground. Comprava roupas louquinhas – de boutique – pra ver se combinava. Shows de rock, sempre. Sem nunca descer do salto, claro. Eu até fiquei com ele um par de vezes, mas não deu certo, óbvio! Nem poderia! E o meu guarda-roupa rocker não ficou para contar a história.

Aí depois desse teve aquele que tocava guitarra e gostava do Pink Flyd. Ele gostava de acampar e essas coisas natureza também. Eu de-tes-to mosquito. Eu a-m-o ar condicionado e cama macia. Mas eu acampava com ele sim! E ia para os shows da banda dele toda orgulhosa. Mandava fotógrafos fotografarem e tudo. Engolia fumaça, dormia no chão, passava repelente a cada 15 minutos. Eu sabia tudo de Linkin’ Park! E vivia comprando CD’s do Pink Floyd para dar pra ele.

Depois veio o cool. Gostava de MPB, era jornalista e me deu um CD da Maria Rita. Escrevia, gostava de poesia, abria a porta do carro para mim, me levava para shows cabeça. Nosso primeiro beijo foi no camarote de um teatro lindo e vazio. Perfeito. Ele adorava beber e eu o acompanhava em todos os bares – bebendo só coca-cola, mas acompanhava.

Aí teve a fase rave! Rave, rave, rave. Era rave todo fim de semana. Rave aqui em Natal, em Recife, em João Pessoa, no Rio, em São Paulo. Rave em todo canto. Rave de 16 horas, em pleno inverno, em uma pedreira gelada. Calça jeans, moleton, casaco, gorro, barra de cereal congelada e eu e ele lá. Era muito amor. E e-music. Mas essa fase também passou. Sempre passa.

Aí teve o baterista. O gosto era o mesmo que eu tinha quando era adolescente – então foi só um revival rápido e pouco intenso. Sorte a minha!

Aí quando eu achava que já tinha visto de tudo... Ele apareceu. Ele que gosta de heavy metal e me chamou para ir para o show do Iron Maiden. Eu não conheço uma única música dessa banda, eu nunca fui dada a balançar a minha cabecinha ao som de rock’s estranhos e uso preto porque é chique e emagrece, não porque é uniforme de rebeldes sem causa. Mas ganha um doce quem acertar a minha resposta para ele.


*


Talvez por isso o tal filme da tarde tenha me tocado tanto.
Porque a resposta da mocinha para a amiga é a mesma que eu costumo dar para quem tira onda comigo.
Quando se namora é natural e imprescindível que se faça concessões em nome de quem se gosta. Eu não gosto do Iron Maiden, mas eu gosto de viajar com o namorado, eu gosto de compartilhar gostos, participar do mundo dele e trazê-lo para o meu. Quando a troca é justa, não há por que temer. Eu não vou passar a gostar do Iron Maiden do dia para a noite, mas vou me permitir ouvir. Já é um passo importante.
Porque eu acho que tem que ser assim mesmo. Como diz uma amiga minha, eu não namoro, EU VISTO A CAMISA.
E podem me chamar de colonizada, porque o importante mesmo é ser FELIZ!!!
Batido por Lu às 4:17 PM


Saturday, February 14, 2009

Talvez eu ainda não tenha aprendido a dar adeus às pessoas da minha vida. Às pessoas que foram realmente importantes na minha vida. E hoje quando ele me escreveu dizendo que não havia me esquecido e que ia me esperar por toda a eternidade se preciso fosse, eu tive vontade de chorar. Porque eu ando sensível mesmo, mas também porque ele sempre me toca. Ele ainda me toca. Por mais distantes que estejamos – e que isso não vá mudar – ele ainda me toca. Me conhece, me entende e fala direto ao meu coração. Hoje ele me escreveu e quando aquele nome na minha caixa de mensagens eu fui ler de imediato. É estranho e bom saber que alguém que você amou muito está esperando por você – para quando você quiser aparecer. É estranho e bom saber que a pessoa que você mais amou na vida ainda ama você – por mais que tenham seguido caminhos diferentes. Mas é mais estranho do que bom perceber que esses caminhos diferentes são, na verdade, paralelos. E que você e ele nunca mais serão, de novo, NÓS. Hoje é Valentine’s Day e não foi para ele que eu liguei. Não foi com ele que eu quis estar. Não foi para ele o beijo que mandei por telepatia. Uma vez eu mandei ele se apressar, ganhar a corrida, deixar todos os outros para trás. Porque era ele, só ele, por quem eu esperava na linha final. Ele não entendeu. Ele não me atendeu. E me perdeu.

Mas por mais que eu não possa – nem queira – mudar o rumo dos fatos, continuo achando que não merecíamos o fim que tivemos. Não merecíamos o fim. E tivemos.


É sempre amor, mesmo que mude.



Batido por Lu às 7:00 PM


Thursday, February 12, 2009

Sorte!


Uma vez eu falei para ela que achava que eu tinha realmente muita sorte.
E ela disse que não era só sorte, era habilidade minha também.

Hoje eu acordei pensando nisso e continuo a achar que eu tenho sorte.
Eu tenho sorte de ter por perto pessoas maravilhosas - que me apóiam, me alegram e me fazem querer ser uma pessoa melhor.
Eu tenho sorte porque aos quinze anos eu decidi o que eu queria ser para o resto da vida e não tenho dúvidas que acertei em cheio. Sou FELIZ com o que eu escolhi. Tenho sorte de ser paga para fazer algo que me arrebata e me faz ver o mundo com outros olhos.
Eu tenho sorte porque abro os olhos todos os dias em um lar cheio de amor e os meus pais são as pessoas mais admiráveis que eu poderia conhecer na vida. Tenho sorte de ter nascido nessa família.
Tenho sorte de que essa mesma família tenha me ensinado a ser gente – coisa que vai muito além de ter dinheiro, poder ou roupas caras. Tem a ver com limites. Com respeito pelo outro. Com caráter.
Tenho sorte por eles terem me ensinado que a fé deve ser sempre meu referencial em tudo e que Deus vai estar sempre comigo se eu andar pelo caminho do bem.
Eu tenho também as pequenas sortes do dia-a-dia. O guarda não me parava na blitz quando eu estava sem carteira de motorista, meu pneu furou dentro de um estacionamento de shopping e nunca no meio da rua, quando eu chego no trabalho a chuva pára e eu nem preciso ir me molhando do estacionamento até a entrada.
Tenho sorte por estar conseguindo superar situações difíceis sem me sentir culpada.
Sorte por encontrar pelo caminho pessoas especiais. Que me fazem guardar na memória histórias lindas, protagonizadas por pessoas raras.
E hoje eu também sei que tenho sorte por *ELE* ter aparecido na minha vida quando eu menos esperava, mas que mesmo assim tem feito a minha vida muito mais linda e feliz.

E hoje, falando nisso tudo, eu chorei na frente dela.
Não de tristeza. Mas de ALEGRIA mesmo.
Porque eu realmente tenho muita sorte!






(E que Deus conserve!)
Batido por Lu às 4:43 AM


Tuesday, February 10, 2009

Nós mulheres e o Orkut.

Amiga + Amigo + Eu = Conversa animada.

Amiga: Me conte issooooooo. Essa mudança de status no Orkut.
Eu: Pois é... Estamos namorando.
Amigo: Estar vocês já estavam há tempos, né...
Eu: É... Mas não tínhamos colocado no Orkut, né?
Amiga: Aaaaaaaaai que lindo!! Ele colocou também, né. Eu vi. Com foto e tudo. Você combinam tant...
Amigo: Meu deeeeeeeeeeeeeeus, em que mundo nos estamos!!???
Eu e ela: ???
Amigo: Quer dizer que faz TODA a diferença colocar NAMORANDO no Orkut é??
Eu e Ela: Éééééééé!! Tooooooooda!!

Hahahahahahaha,

Batido por Lu às 7:15 PM


Monday, February 09, 2009

Mon Petit Prince




"(...) Se tu vens às quatro, desde às três começarei a ser feliz."
Antoine de Saint-Exupery
Batido por Lu às 8:59 PM


Friday, February 06, 2009

Vamos falar de outro assunto.

Hoje eu acordei pensando na última coisa que eu pensei ontem antes de dormir. Mas eu quero escrever sobre outra coisa.

Eu quero falar sobre outra coisa, pensar em outra coisa, discutir outra coisa. Eu não quero ser repetitiva nem ficar escrevendo emails desesperados para as amigas falando sobre o mesmo dilema. Eu sou esperta e tenho mil assuntos, não é mesmo? Pois bem.

Posso falar sobre o dia lindo, sobre a revista que eu estou fechando, sobre as minhas férias capengas. Posso falar sobre a viagem, os amigos, a conversa no bar. Posso falar sobre o tributo ao Chico Science que eu vou mais tarde... Ops! Não, não posso. Esse assunto me lembra aquele outro assunto que eu não quero falar, então esquecerei esse.

Mas o verão tá aí, meus amigos estão aí, a praia está bem ali e eu até já aprendi a beber... Então eu tenho muitos assuntos divertidos para falar, oras. E também se eu não tivesse eu poderia falar sobre o aquecimento global, sobre a questão Palestina e sobre a crise, óbvio! Aaaaah tem a crise. Vamos falar sobre a crise. (...) Não, não vamos falar sobre a crise se não serei eu a próxima a entrar em crise. Quero coisas boas.

Amanhã a amiga cearense chega e eu vou falar sobre novidades, outros ares, outras coisas. Não dá para ser pessoa de um assunto só, neam bonita? Não dá. E hoje eu fui comprar - para esquecer um pouco da vida. E a loja escolhida é justo a única o shopping que não está em liquidação. Comprei dois vestidos e fiquei muitos reais mais pobre, mas tá valendo. Tive uma tarde ótima, com amigas ótimas, falando sobre assuntos ótimos e...

Não escrevi nem uma linha sobre o assunto que eu não quero falar!
Não escrevi.

Mas falei dele o tempo todo.




Tenho remédio, meu pai??
Batido por Lu às 2:17 PM


Wednesday, February 04, 2009

Dez coisas que eu adoro em você.
(Ou, 'Como me deixar com - mais - saudade')


1 - Adoro como vc se preocupa comigo e pega um copo de água para mim mesmo sem eu pedir. Pq como eu não gosto de água e vc diz que importante para a saúde, faz sempre questão que eu beba - mesmo sem eu estar com sede.

2 - Adoro quando você me chama de meu amor.


3 - Adoro quando faz bico.

4 - Adoro lembrar de todas as vezes que você me pediu em namoro e eu sempre desconversei.

5 - Adoro mais ainda lembrar de todas as vezes que você me apresentou como sua namorada mesmo sem eu ter aceitado o pedido - oficialmente.

6 - Adoro quando você sai com as minhas amigas, mesmo sendo só você de menino.

7 - Adoro quando vc me pergunta se pode fumar porque sabe que eu não gosto da fumaça.

8 - Adoro quando segura a minha mão para atravessar a rua.

9 - Adoro como me faz sentir como se eu fosse a única menina da festa.

10 - Adoro quando alisa meus cabelos enquanto eu calço a sandália.

11 - Adoro as minhas amigas adorarem você.

12 - Adoro quando me conta coisas sobre as estrelas.

13 - Adoro quando noto que vc ficou com ciuminho.

14 - Adoro quando quer acabar com a força eletromagnética*.



(Eu juro que eu tentei, mas não deu para dizer só dez.)

Batido por Lu às 6:58 AM


Tuesday, February 03, 2009

"Tu, porém, terás estrelas como ninguém..."
Antoine de Saint-Exupery, In O Pequeno Príncipe



Depois de meses de meses de trabalho, minha primeira segunda-feira de férias.
Na varanda da casa das tias, no comecinho da noite, conversando potoca.
Lá pelas tantas...

Tia1:
- Lucci... Veja ali. Vc sabe que estrela é aquela?

Tia2:
- Claro que não, fulana. Quem já viu! Ela é jornalista, não estuda astronomia não pra saber nome de estrela...


Hahahahaha.
Impossível não rir.

Ah se elas soubessem as minhas incursões pelo mundo da astronomia.


Batido por Lu às 9:45 AM


Sunday, February 01, 2009


Eu e os aviões.

Eu sempre gostei de aviões. Na verdade eu sempre gostei de viajar. E adorava aeroportos. Porque eles sempre me remeteram a alegrias, viagens, gente querida chegando.

A primeira vez que entrei em um tinha lá pelos cinco anos e a minha irmã quatro. O destino era o Rio de Janeiro e quando aquela máquina começou a levantar vôo ela pediu aos nossos pais para descermos e irmos de táxi. Eu não. Estava achando o máximo.

E desde aquele ano, eles nunca mais saíram da minha vida. Em viagens de férias, em viagens de trabalho, na chegada de parentes e amigos. Vez por outra eu sempre estava em um aeroporto.
Até o dia que eu me apaixonei pela primeira vez. E o menino, claro, não era da minha cidade. Eu tinha 18 anos e estava encantada por um recifense. E entre idas e vindas, os aeroportos estavam sempre entre nós.

O tempo passou, eu conheci outros garotos, continuei viajando e os tais terminais eram sempre lugares alegres. Até o dia que o então namorado, que eu estava super amando, foi fazer intercâmbio. E eu fui deixá-lo no... Aeroporto. E foi aquele chororô. Naquele dia, os aeroportos deixaram de ser alegres. Porque ele foi e levou com ele um pedacinho de mim. Voltou, foi de novo, levou outro pedacinho. Voltou de vez e se perdeu pela vida, na inércia das escolhas erradas.

O tempo passou e aí eu tive uma paixonite que, não pela minha vontade, passou logo - se não poderia ter trazido um grande estrago. Ele era lindo, inteligente, apaixonante e... Morava longe. Ótimo. Mais aviões no meu caminho. Ele vinha, eu ia, ele vinha... E assim seguimos. Não deu certo, claro. Não se pode nadar contra a corrente e eu prometi que NUNCA MAIS ia me apaixonar por ninguém que morasse longe - ou que fosse embora. Na verdade eu prometi mesmo que eu NUNCA MAIS ia me apaixonar.

Até aquele sábado a noite.

No domingo ele me disse que ia embora em 26 dias e a partir daí não nos largamos mais. Mesmo sem querer, mesmo sem esperar. E ontem eu estava no aeroporto mais uma vez. Contando os dias para voltar lá de novo. E buscar os sorrisos que foram levados pelo avião.

47.
Batido por Lu às 4:08 PM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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