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Saturday, July 31, 2010


Uma vez uma amiga minha fez uma analogia tão simples, mas ao mesmo tempo tão bela que eu nunca mais esqueci. Ela disse que às vezes o barco tem que abandonar o porto-seguro para avançar pelo mar. A gente nunca sabe o que esse mar pode nos reservar, mas temos que enfrentar. Porque só assim acharemos outras terras, ainda maiores e mais ricas que aquela que deixamos para trás. Ela não usou exatamente essas palavras, mas foi bem isso que ela quis dizer. E hoje eu lembrei dessa conversa. E rezei. Para que Deus me dê forças para eu conseguir completar a travessia e encontrar novas terras que me farão mais feliz. Espero.
Batido por Lu às 2:38 PM


Wednesday, July 28, 2010

Hoje, ao acordar, eu experimentei a sensação de missão cumprida. Ele não precisa mais de mim e eu não preciso mais da ideia de alguém precisar de mim. E esse não-precisar me traz uma estranheza sem tamanho. Uma espécie de vazio que se sente quando se cumpre uma tarefa árdua. As manhãs, as tarde, as noites... Você não mais as ocupará com aquele trabalho – trabalho este que, por mais doloroso que possa ter sido, ocupou uma boa parte do seu tempo, das suas forças e de seus sentimentos. Mas acabou. Um ciclo se fechou. E agora? Agora nada. Agora eu não sei. E esse não-saber é o que mais dói. Eu, que sempre soube de tudo, preciso me acostumar a uma outra situação. Todo processo de mudança é doloroso, mas sempre nos leva a algum lugar melhor. E como disse a amiga eu preciso mesmo é lembrar que a mudança é apenas ter tirado um piano das costas. A partir de agora, a vida parecerá muito mais leve.
Batido por Lu às 7:28 AM


Tuesday, July 27, 2010

Atchim.
Febre.
Cama.
Remédio.
Frio.
Atchim.
Insônia.
Medo.
Fé.
Esperança.
Lágrimas.
Olho fixo no celular.
Atchim.
Relógio.
Madrugada.
Dúvida.
Alívio.
Tristeza.
Confusão.
Lembranças.
Sonhos. Desfeitos.
Buenos Aires.
Cipó Brasil.
Mais lágrimas.
Atchim.
Oração.
Obrigada.
Dor.
Mais lembranças.
Alegria.
Sorrisos.
Viagens.
Família.
Mais dor.
Atchim.
Insônia.
Chuva no telhado.
Mais remédio.
Nenhum sono.
Saudade.
Relógio.
Fotos no celular.
Planos.
Surpresa.
Soco no estômago.
Atchim.
Alta madrugada.
Alegria.
Bola pra frente.
Dia amanhecendo.
Mais lembranças.
Amor.
Fim.
Batido por Lu às 12:05 PM


Monday, July 26, 2010

Era a noite mais fria do ano. Cheguei em casa, entrei no quarto e caí na cama. Não tirei a maquiagem e, pouco depois, o rímel e a sombra preta da marca querida estavam espalhados por outras áreas do rosto que não só as pálpebras. E assim eu adormeci. Nem lembro há quantos anos não dormia maquiada. Mas naquela noite fria de domingo o que eu mais queria era deitar e não levantar para nada. Dormi, acordei, dormi, acordei. Mil vezes. O barulho da chuva no telhado persistia enquanto eu via o relógio marcar 4h, marcar 5h, marcar 6h da manhã. Não era tristeza. Era só lamento. E alívio. Emoções contraditórias somadas a uma grande certeza. Vi o dia amanhecendo pela janela do quarto. E decidi que a partir de agora não me contento com nada menos que o maravilhoso. Porque HOJE é o primeiro dia do resto da minha vida.
Batido por Lu às 12:39 PM


Sunday, July 25, 2010

Quando a gente está no primário a professorinha sempre ensina que no sertão existem os rios perenes e os intermitentes. E foi lembrando disso, na noite passada, que eu me questionei se esse rio pelo qual eu agora passo seria ou não passageiro. Uma provação talvez? Um grande teste que a vida me impõe? Será que eu estou preparada para dizer a palavra certa? Será que eu sei qual é a resposta exata? Receio que, depois de tantos anos de terapia e aprendizado prático, eu não saiba para onde estou indo – ou para onde estou deixando que a minha vida vá. A pressão é grande e eu não sei como lidar com ela. E quando isso acontece, eu prefiro não pensar. Não penso. Mas quando o faço sobra a sensação de que estou sendo coadjuvante na minha própria história. Mas covardia nunca foi o seu forte, lembra? É. Preciso lembrar.
Batido por Lu às 6:31 AM


Saturday, July 24, 2010

Não tem sido uma tarefa fácil me equilibrar em uma corda bamba de emoções. A linha que separa a alegria-tranquila da tensão-que-vem-depois é tênue e eu ainda não aprendi a lidar com ela. Todos os dias é um novo aprendizado, uma nova queda e a obrigação (?) de ter que levantar e começar tudo de novo. Mas as vezes cansa. E a vontade é deixar a velha brincadeira de equilibrista de lado para ir em busca de uma nova diversão. Eu vou continuar te amando. Só não sei se vou continuar aqui, te esperando.
Batido por Lu às 8:57 AM


Tuesday, July 13, 2010

Para sempre.

Almoçamos e jantamos juntos. Foi leve, eu estava tranquila e feliz, coisas que não aconteceram das últimas vezes que saímos. Eu ficava sempre ansiosa, mas não dessa vez. Ontem eu estava muito quieta. E sorridente. Talvez porque eu não tenha mais aquela euforia louca de ser amada por você. E talvez por isso mesmo tenha dado vontade de te ver de novo.
Acabou sendo boa essa sensação de paz. Eu pude habitar (de novo) no papel de namorada caminhando no shopping de mãos dadas depois de muito tempo na carapuça de amiga, por minha própria vontade. E tudo foi melhor. Mesmo que nunca mais volte a ser como era antes.
Estranha essa sensação. Estranha e boa. Como são boas as nossas conversas e como é bom saber que você está ali, para o que eu precisar. E nessas horas eu não tenho medo de dizer o quanto é infinitamente bom saber como a gente se entende e fala a mesma língua, mesmo em um país estrangeiro.
E uma hora eu me peguei olhando para você com aquelas orelhas do Shrek que você ganhou no McDonalds e colocou para me fazer sorrir. Olhei para aquele menino-homem com cara de quem acabou de fazer travessura e eu percebi que são tantos os seus defeitos, tantas as suas imperfeiçoes e erros, que naquele mesmo instante eu pude ver que apesar de tudo isso eu te amava tanto, tanto, tanto... Como se nada no mundo fosse tão lindo ou perfeito ou correto. Porque quando estamos juntos nada mais importa e o resto nem existe.
Porque entre idas e vindas, começos e fins, você ainda é a única coisa que eu posso chamar de "para sempre".
Batido por Lu às 4:03 PM


Saturday, July 10, 2010

Dentro do meu coração está escrito: lorem ipsum.
Batido por Lu às 4:42 PM


Friday, July 09, 2010

Durante nove anos eu fiz o mesmo caminho. O mesmo percurso. Por nove felizes anos. Mas a partir de amanhã não será mais assim. Tomarei outro caminho. Outras ruas, de um outro bairro. Olharei para outros rostos e tudo o mais que isso possa representar. Talvez seja hora de mudança. Eu vivia repetindo isso para mim mesma e agora essa hora chegou. Mas como toda mudança, esta também traz um pouco de medo, tensão e aquelas coisas todas que aparecem quando nos deparamos com o que não conhecemos. E a saudade vem depois de tudo isso. É como viajar e deixar a sua casa. Onde você foi criada, cresceu e aprendeu a ser quem você é. A parte boa é que a sua casa permanecerá para sempre ali, esperando por você. Até a sua volta.
Batido por Lu às 3:04 PM


Sunday, July 04, 2010

"Mas se eu tivesse ficado, teria sido diferente?
Melhor interromper o processo no meio quando se conhece o fim.
Quando se sabe que doerá muito mais, por que ir em frente? Não há sentido. Melhor escapar deixando uma lembrança qualquer, um lenço esquecido numa gaveta, camisa jogada na cadeira, uma fotografia. Qualquer coisa que depois de muito tempo a gente possa olhar e sorrir, mesmo sem saber por quê. Melhor do que não sobrar nada, e que esse nada seja áspero como um tempo perdido."

Caio F.

Parece covardia.
Mas é sabedoria.
Eu chamo de preservação.
Batido por Lu às 11:31 AM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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