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Monday, April 26, 2010

“Eu sei que o barco está furado
E eu sei que você também sabe.
Mas ver você remar, me dá vontade
De querer remar também.”
Caio F.


Ando desfilando por aí com uma perna manca. Tal qual a Frida. Eu caí, me estabaquei no chão, como uma manga madura. E agora, mal conseguindo dobrar o joelho, só me resta esperar sarar. Esperar. Verbo este que eu tenho conjugado incessantemente nos últimos tempos.

E eu lembrei que na sessão da semana passada a minha psicóloga me perguntou o que eu estava esperando. E desde então eu não consigo não pensar nessa pergunta. A voz dela me persegue por onde quer que eu vá. O que eu estou esperando? O que eu estou esperando? O que eu estou esperando?

Ai, tantas coisas... Tô esperando juntar dinheiro para comprar um apartamento perto do parque. Tô esperando começar a próximo episódio do Project Runway. To esperando meu chefe voltar para tomar algumas decisões. Tô esperando o fim do ano para trocar de carro. Tô esperando a moça da joalheria ligar para dizer que meu escapulário chegou. Estou esperando o próximo mês para começar o pilates. Esperando. Mas nenhuma dessas é A resposta. Porque eu estou mesmo é esperando por você.

Esperando.

E aí eu lembrei da frase que uma amiga sempre me diz. Que eu preciso resolver esse amor.
Mas, de verdade, erra quem pensa que se pode resolver um amor. O amor é que, se tivermos coragem pra deixar, resolve a gente.
Batido por Lu às 7:20 PM


Saturday, April 24, 2010

I know the truth awaits me
But still I hesitate because of fear
(...)
Batido por Lu às 3:56 PM


Thursday, April 22, 2010

Ad infinitum.

Ontem eu tive uma vontade enorme de te abraçar. E abracei. Depois de tanto tempo longe, talvez só agora a gente entenda o quanto é valioso poder fazer isso. Um abraço. Não esse mero contato artificial que se dá quando se encontra, por acaso, algum amigo. Foi um abraço como o que o pai dá ao filho pródigo quando ele retorna ao lar. Eu senti cheiro de saudade.

Uma vez me disseram que tudo dá certo,mas que se ainda não deu certo é porque não chegou ao fim. Mais uma dessas coisas que as pessoas dizem quando alguém fica triste e talvez não tenham nada melhor pra falar. Só acho que tem dois erros aí: primeiro é que nem tudo dá certo. E o segundo é por que pensar que só vai dar certo quando tiver que acabar? Se alguém me falar isso hoje, eu vou contar pra essa pessoa sobre nós dois e mostrar pra ela que não é no fim que as coisas dão certo. Porque quando elas dão certo é apenas o começo.

E até que dar certo é uma coisa muito relativa. Veja só nós dois. A gente já passou, e ainda vai passar, por tanta coisa… Eu sei que nem tudo são flores – e ultimamente tem sido mais outono do que primavera –, mas por causa disso mesmo eu aprendi a dar valor ao que é verdadeiro. O que a gente tem é muito diferente do que se vê por ai. Não tem nada de óbvio, não tem nada de plástico, nem de descartável. É sincero, é puro, é nosso.

Às vezes eu fico observando esses casais que dizem eu te amo depois de uma semana de namoro, como se essa frase quando dita fosse mesmo sentida. Lembro da primeira vez que eu disse que te amava. Amor não tem nada a ver com tempo. Eterno não é que não tem fim, é o que é importante em todos os tempos da nossa vida. É o que é mais valioso pela intensidade do que pelos dias corridos. Amor não se conta, amor se sente.

Se um dia vai ser pra sempre, se o ‘pra sempre’ realmente existe, eu não sei. O que eu sei é que tudo que eu aprendi nessa vida sobre amor, tempo, fim, começo, paixão, certo, errado, eu-te-amo e infinito… eu aprendi com VOCÊ!

Obrigada.
Batido por Lu às 9:13 AM


Friday, April 16, 2010

Então o quê? Nem eu sei. Só sei que me vejo, de novo, em meio a um filme que eu já assisti. Se vai ter o mesmo final, só Deus sabe. E esse é o grande barato da vida: não saber se o final do filme vai mudar. Porque a verdade é que a gente nunca sabe mesmo. Garantia a gente não tem de nada nessa vida. Tem que acompanhar até o finzinho, até subir os créditos e a luz acender. Porque daquela outra vez teve beijo, dessa não quer dizer que vai ter também. E as nossas vontades as vezes são estranhas. Uma hora a gente quer, na outra já não quer mais. Mas o filme tá lá rolando. E um monte de gente torcendo – contra ou a favor. Você compra a sua pipoca, a sua coca-cola, senta na cadeirinha vermelha e assiste a tudo. Na verdade, já foi mais emocionante. Mas é compreensível, né... Afinal, você já viu esse filme.
Batido por Lu às 3:52 PM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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