|
Tenho um novo trabalho e com ele um monte de coisas e pessoas novas entraram na minha vida. E hoje pela manhã, conversando com um desses novos colegas, ele me contou que vinha de uma família muito pobre, do interior do Estado. Morava em uma cidade encravada no meio do sertão, onde água e vento são artigos raros, e que já enfrentou muitas dificuldades na vida, mas nunca desistiu. Se mudou para a capital para estudar, enfrentou humilhações, dificuldades financeiras e fome, mas ficou – porque precisava estudar. E, dentre a história toda, uma coisa, em especial, me tocou enormemente. Ele me disse que quando tinha uns 12 anos levantava todos os dias às 5h para pegar água no único poço que ainda atendia a comunidade em um período de seca. Ele andava quilômetros e quilômetros, várias vezes por dia, para a mãe poder ter água para cozinhar, lavar os pratos e a família tomar banho. Carregava galões e galões de água barrenta nas costas. E o dia mais feliz da vida dele foi quando chegou água na torneira de casa. Quatro anos depois de tanta seca, sem um dia de chuva sequer, a água tinha voltado. E ele encheu o olho de lágrima quando me contou. As mesmas lágrimas que ele chorou naquele dia que a seca tinha chegado ao fim.
Batido por Lu às
2:18 PM
E quando ele acabou de narrar toda aquela história de vida eu me senti uma criatura absurdamente pequena. Eu sempre tive tudo, quando eu tinha 12 anos a minha preocupação era que filme eu veria no final de semana, nunca enfrentei um décimo das dificuldades desse menino, trato os meus problemas(?) na sala refrigerada de uma psicóloga e ainda me pego chorando pelos cantos por um motivo... Banal. ... Que Deus perdoe a minha imaturidade para lidar com as coisas da vida. |
|
|
Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
February 2007
March 2007
April 2007
May 2007
June 2007
July 2007
August 2007
September 2007
October 2007
November 2007
December 2007
January 2008
February 2008
March 2008
April 2008
May 2008
June 2008
July 2008
August 2008
September 2008
October 2008
November 2008
December 2008
January 2009
February 2009
March 2009
April 2009
May 2009
June 2009
July 2009
August 2009
September 2009
October 2009
November 2009
December 2009
January 2010
February 2010
March 2010
April 2010
May 2010
June 2010
July 2010
August 2010
September 2010
October 2010
Layout: Liannara
Hospedado: Blogger
Comentários:Haloscan
Imagem :Gettyimages
<< Voltar