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Já fui cruel algumas vezes, eu sei. E assumo. Assumo porque não há nada pior que alguém que vive magoando os outros e permanece com uma eterna cara de anjo barroco como se não percebesse o que está acontecendo.
Batido por Lu às
7:04 AM
Às vezes é bom fecharmos as portas para relações que não queremos mais viver. Cansei de gente que só me procura quando está precisando ou quando tem festa. E finge não ver quando EU não estou bem... Porque "não sabe o que dizer". Esse é o primeiro sinal de que é uma relação incompleta. Pessoas que me julgam pelo que eu aparento ser e não se preocupam em me enxergar de verdade, essas podem ficar na seção de meros, e em muitos casos, agradáveis conhecidos. Mas amigos mesmo, no sentido mais puro da palavra, eles não são. Acho que, aos pouquinhos, estou aprendendo a priorizar algumas coisas na minha vida e conseguindo colocar as relações incompletas em seu devido lugar. Para as pessoas que elogiam porque estão realmente querendo fazê-lo, eu sorrio e agradeço. Para aqueles que me criticam por criticar, vou dar de ombros. Relações sociais/superficiais são assim mesmo. Mas aqueles que têm o privilégio de usufruir da minha intimidade, pessoas com quem eu divido a minha vida, esses precisam saber que o que temos é o que conquistamos todos os dias e que isso nem sempre é fácil, leve ou bonito. Pelo contrário. Tem dia que dói, que é tosco, uma droga mesmo! Faço muita coisa errada, sou cheia de dúvidas, defeitos, emoções contraditórias, irracionalidades e inseguranças. E com um agravante: não tenho um botãozinho de off. Mas EU sou assim. É pacote pronto. Dona Lu, muito prazer. Ou você compra porque gosta ou deixa na vitrine pra não se envolver. Passa, olha, até acha bonito, mas nem sempre se tem espaço na sala pra colocar. Dá pra entender perfeitamente e sem nenhum stress. Eu entendo. Só convém não esquecer que em artigo de vitrine não se mexe. * Da série, ACHADOS DO ANTIGO BLOG. |
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Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
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