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Friday, April 10, 2009

Ai, me matem!
Eu sou muito afim dele.
Gente, eu sou mooointo-a-f-i-m-d-e-l-e!

E eu fico muito mais afim dele quando ele me olha com cara de menino que se perdeu da mãe no meio do shopping center. Eu adoro aquele olho, eu adoro aquela boca, eu adoro aquele sorriso. Eu adoro o quanto ele me faz sorrir. Sim, eu sou mesmo muito afim dele.

Ele me faz feliz quando me manda mensagens fofas no meio do dia e eu fico ainda mais afim dele. E quando entra de mãos dadas comigo no bar da moda e me apresenta para a madrinha, em frente ao cinema. E fala dos comentários da família sobre a minha pessoa. Eu fico mesmo muito afim dele.

É semana santa e as minhas amigas foram para Pipa, mas eu não fui. Sábado eu fui num bar lotado de gente solteira e linda e eu não olhei para ninguém. Ontem o ex me chamou para sair e eu disse não. Porque nada tem muita graça se eu estou sem ele.

Ele tem 1,94 e ficou lindo com a camisa do Flamengo que eu dei. E quando eu olhei, fiquei muito mais afim dele do que eu já era. Mas depois eu fiquei muito, muito mais afim dele quando eu soube que ele passou a tarde no shopping procurando um coelho de pelúcia para me dar na páscoa porque eu não gosto de chocolate. E ligou para a minha amiga antes para saber se eu não era alérgica. E foi deixar no meu trabalho. E eu fiquei mooointo, mooointo mais afim dele.

Mas eu não quero que ele sonhe o quanto eu sou afim dele porque eu temo que ele não fique mais afim de mim. Aí eu finjo. Mas eu não sei fingir e ele entende tudo. Porque quando estamos sozinhos eu beijo o olho, beijo a bochecha, beijo o nariz, o queixo, a testa, a orelha... E ninguém que não é afim de outra pessoa faz tudo isso e fica com aquela cara de boba, com aquele sorriso meio idiota no canto da boca. Ele me vê e entende tudo, eu sei. Ele sabe. Eu sou mesmo mooointo afim dele.
Batido por Lu às 1:05 PM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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