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Sim, eu sou louca.
Batido por Lu às
3:39 PM
Ele está gripado e eu pedi para a amiga querida passar no trabalho dele e entregar uma encomenda. Uma vitamina C, um Benegrip, um Vick Pyrena, um chocolate e um beijo meu. Pra ele ficar bonzinho logo. Tudo numa caixinha azul deixada na recepção do Tribunal de Justiça. Sim, eu sou louca. E as vezes eu penso que ele também pensa isso de mim. Porque ele é o primeiro cara que me trata como uma mulher e não como uma menina. Mas eu sou uma mulher em 90% do meu dia, então qual o problema? O problema é que as vezes não convém ser mulher - porque ser mulher assusta os homens por isso que eu sempre levava a frente meu disfarce de menina. Mais seguro. Mais tranquilo. Mas para ele não. Para ele eu sou mulher. Sou segura, sou independente e bem resolvida. E eu odeio isso. Porque é tudo mentira, claro. Porque no fundo, para ele, eu só quero ser uma menina. Eu só quero que ele segure a minha mão para atravessar a rua e não me deixe nunca andar atrás dele em uma festa. E ele já faz tudo isso, mas não basta. Porque ele me vê como mulher. E só que o fato dele me ver como mulher, me deixa insegura. Porque é melhor parecer menina e agir como mulher do que parecer mulher e agir como menina. E aí de repente me ocorre que essa história toda é mesmo uma grande mentira - pq quando eu finjo que sou menina, eu só finjo porque na maior parte da minha vida eu preciso mesmo é ser muito mulher para segurar as barras e os nós todos que aparecem para eu desatar. Mas eu também estou mentindo para ele, quando ele pensa que eu sou A segura, A bem-resolvida, A mulher e morro por dentro olhando para o telefone todas as noites, esperando ele ligar. Ai tô com medo! O terreno é pedregoso e até então inexplorado. Quero um 4x4 já! Porque no dia que ele perceber essa loucura toda que tá a minha cabeça, ele vai ter certeza que o meu lugar não é do lado dele e sim no João Machado. Papai, preciso de um calmante. Aaaaaaaaaahhh. Sim, eu sou louca. |
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Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
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