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Terça-feira, 07 de abril.
Batido por Lu às
7:52 AM
Ontem ele disse que estava apaixonado por mim. Mas eu não acreditei. Eu também disse que estava apaixonada por ele - mesmo sem saber se era bem isso mesmo ou se era muito mais que isso. Ele ocupa todos os meus pensamentos, meu coração bate mais forte quando ele está perto e eu vivo olhando para o telefone esperando ele ligar. Mas eu não sei se 'apaixonada' já é a palavra certa. E as vezes eu acho que ele também não sabe. Sábado ele me disse que não foi para a boate na sexta, com os amigos de infância, porque eu não iria. E não ia ter graça. E não teria nada a ver ele ir sem mim. Porque se ele fosse, iria passar a noite pensando em como seria se eu estivesse lá com ele. E me beijou. Ele é tímido e, claro, estava bêbado para falar tudo isso. Estava bêbado, mas falou. Estava bêbado e lindo. E me beijou. E eu sai do bar flutuando. Quinta-feira é o aniversário dele e domingo, depois que eu saí da missa, eu enfrentei dois shoppings lotados para achar uma caixa enorme e enchê-la com muitas coisas que eu sei que ele vai gostar de ganhar. E já pedi para o amigo ir deixar na portaria do prédio porque eu não quero entregar não - que é mais lady saber das notícias depois, claro. Na segunda-feira eu soube que ele falou de mim para os amigos de trabalho. E eu achei meigo. E a noite ele me chamou para comer pastel, depois do trabalho, no bairro mais charmoso da cidade. E depois do pastel teve conversa. A gente ficou um tempão no carro e parecia a cena de Titanic. E a gente ria feito criança porque o vizinho sempre teima em passear com o cachorro na hora que a gente está se despedindo. Foi um fim de semana lindo. Foi uma segunda-feira linda. Mas hoje é terça-feira e ele ainda não ligou pra mim. Ai meupai! Eu não nasci para essa vida moderna! |
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Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa. |
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