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Friday, November 27, 2009


Gente, não riam. É a mais pura verdade. As minhas amigas TODAS o chamam de TREVA. O nome dele é lindo, mas o apelido que pegou mesmo foi TREVA. Na minha turma ninguém se refere a ele se não for assim. E Treva vai? Como está Treva? Treva estava? Treva não estava? Treva ligou? E não é difícil saber o motivo delas terem colocado esse tão doce apelido no bonito, né. É porque ele é A TREVA mesmo. Agora olhem para esta pessoa que vos escreve. Olhem bem e me digam... Eu mereço uma pessoa chamada TREVA, mereço? Não, né gente. CLARO que não. Eu sou uma pessoa iluminada. Eu gosto do sol. Eu uso iluminador sempre que saio de casa. Meu plano de saúde é Unimed. I-lu-mi-na-da!! Não posso me contentar com uma criatura que se chama TREVA. Nãããããoooo. Aí essa semana eu olhei bem para essa foto - eu, na praia, feliz, sorridente, iluminada - e pensei que eu quero é isso mesmo para a minha vida. LUZ. E gente que me ama, me admira, me valoriza, me respeita, sempre por perto. Nunca a TREVA, né. E sabem o que eu vou fazer hoje de madrugada? Desligar o telefone. eeeeeeee. Vitória completa. Dormir com o telefone des-li-ga-do! Porque todo fim de semana eu já dormia sabendo que quando o TREVA fosse dormir ia me acordar para falar besteiras que nunca iam se realizar e que só eu, ingênua, acreditava que iam. Dessa vez não. Eu não tenho mais nada para dizer e muito menos para ouvir. Desligarei o celular e dormirei o sono dos justos. Sem trevas. Mas o mais legal disso tudo é que não está sendo nada forçado, não está sendo da boca para fora. Está sendo de coração para dentro. Como diz aquele sambinha que tocava direto no carro do vascaíno carioca "a terra fértil um dia se cansa... é uma questão de esperar". Eu esperei. E se não estou 100% curada, porque é um processo mesmo, já me sinto no caminho. Da luz. Deixando as trevas para trás. Bem para trás.
Batido por Lu às 4:04 PM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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