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Tuesday, June 22, 2010

Diabética.

Duas frases. Foi tudo que ele me proferiu até hoje. Duas. E como ele sabe que eu odeio que me chamem pelo nome tal, ele sempre chama. Para deixar bem claro o que eu sou e o que ele é. A minha amiga, aquela do amor platônico, diz que ele pega o caminho mais longo só para passar perto de mim. Aí tá, ok. Ele passa perto de mim. Mas e daí? O que adianta passar perto? O que adianta olhar mas não pegar? Sim porque se ele passa perto de mim, mas só me profere DUAS míseras frases... A doida aqui sou eu de alimentar qualquer tipo de ilusão romanticamente idiota sobre essa pessoa, certo? Sim porque fuçar orkut também não é nada de mais... Ele fuça. E eu vejo que ele fuça. Mas curiosidade nada tem a ver com interesse. Ele tem curiosidade. Interesse é outra coisa. Interesse é chegar junto e chamar para ir no cinema, gente! Curiosidade não faz isso. Mas ele é tímido. Ora... Tímida sou eu! Ele sabe o que ele quer. Não me quer. E me resta o shopping. E o samba. E as amigas. E me resta lembrar o quanto três meses foram surpreendentemente arrasadores em todas as possíveis relações que eu possa pensar em ter pelos próximos 300 anos. #trevas mesmo! E o pior de tudo é saber. Estaria tudo lindo se eu não soubesse que ele sabe. Sim porque a amiga apressada, para ajudar, fez questão de contar todo o milagre – só não contou o nome do santo. Mas bastou aquelas duas frases lá do começo do texto para ele ter certeza que a santa era essa aqui que vos escreve mesmo. Se eu fosse casada com o ex-marido da Stephanie, eu não seria tão parecida. 100% pata.
Amores platônicos são engraçados até certo ponto. Esse aqui já está perdendo a graça. Ele faz doce? Ok. Eu sou diabética.
Batido por Lu às 5:45 AM



Gosto de gente, de abraço, música e riso solto. Também de silêncio e de sensibilidade. Gosto de prosa, de poesia. De madrugada e de dias ensolarados. Fotografo olhares. E tudo o que vejo guardo em álbuns, reais ou imaginários. Amo profundamente. E sem as amarras da mesquinharia. Como queria Clarice (a Lispector), não sou do tipo que passa "a vida inteira lendo o grosso dicionário a fim de, por acaso, descobrir a palavra salvadora". Quero vinda de surpresa. Porque o que há de mais belo sempre vem urgente. Ou vem manso, não sei. (...) Sou do tipo que também não sabe muita coisa.



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